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Paraná contraria tendência e amplia exportações

Da Redação

| Edição de 04 de janeiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Paraná registrou uma receita de exportações em US$ 15,2 bilhões em 2016, o que representou um aumento de 1,8% em relação aos US$ 14,9 bilhões registrados em 2015, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O Estado seguiu na direção contrária dos resultados do Brasil. Em 2016, o País registrou um recuo de 3,09% nas exportações na comparação com o ano anterior, com um faturamento de US$ 191,1 bilhões. 

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“Apesar da quebra da safra, que frustrou a exportação do excedente da produção de grãos, e o patamar de preços das commodities não ser mais tão favorável como há dez anos, o Paraná conseguiu ter um resultado acima da média brasileira” diz Julio Suzuki, diretor presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes).
De acordo com ele, a previsão é de um avanço mais forte das exportações em 2017.
O Paraná teve o maior crescimento de exportações entre os Estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que reúnem as maiores economias do País. Levantamento do Ipardes mostra que das 11 unidades dessas regiões, apenas quatro tiveram resultados positivos. Além do Paraná, São Paulo registrou alta de 1,4%, Rio de Janeiro e Goiás (0,9%) cada um.
Influenciada pela instalação da nova fábrica da Klabin em Ortigueira, nos Campos Gerais, a exportação de celulose cresceu 147 vezes no Paraná em 2016. Passou de US$ 2,09 milhões, em 2015, para US$ 308,96 milhões no ano passado.
As vendas de veículos de carga, por sua vez, aumentaram 195,3%, de US$ 113,8 milhões para US$ 336,3 milhões. As exportações de automóveis cresceram 56,1%, de US$ 386,8 milhões para US$ 603,7 milhões. As vendas do setor automotivo foram beneficiadas pela retomada das encomendas da Argentina. As vendas de tratores, por sua vez, tiveram crescimento de 27,5%, de US$ 188,7 milhões para US$ 240,5 milhões.