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Paraná quer implantar vacinação contra dengue

Agência Estadual de Notícias

| Edição de 30 de março de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, vai a Brasília hoje para uma reunião com o presidente da Anvisa, Jarbas Barbosa. O objetivo é buscar mais informações sobre a vacina contra a dengue, já que o produto foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária no dia 28 de dezembro do ano passado. Ontem, o boletim semanal da dengue apontou a inclusão de mais quatro municípios em situação de epidemia da doença, totalizando 40 em todo Estado.

Imagem ilustrativa da imagem Paraná quer implantar vacinação contra dengue

Na pauta também está o preço da vacina no Brasil, que será definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, vinculada à Anvisa. O Governo do Estado pretende adquirir as doses com recursos próprios, visto que a União ainda não sinalizou se irá incluir a vacina da dengue no calendário básico de vacinação.

“Trata-se de uma iniciativa pioneira do Paraná, pois entendemos que é preciso buscar novas armas no enfrentamento da dengue. A vacina já tem eficácia comprovada e será uma grande aliada na prevenção de casos graves e mortes pela doença”, explicou Caputo Neto.

O secretário explica que a partir do valor estabelecido pela Anvisa o Estado poderá negociar com a indústria farmacêutica produtora e organizar a campanha de vacinação. A intenção é promover, ainda neste ano, uma campanha estadual de vacinação contra a doença, priorizando grupos de risco e regiões prioritárias.

Desde agosto do ano passado, 31 mortes por dengue já foram confirmadas no Estado e 18,5 mil pessoas ficaram doentes. Cerca de 70% das vítimas tinha comorbidades, ou seja, doenças crônicas pré-existentes que podem ter contribuído para a evolução do quadro clínico. “A vacina servirá para proteger também este público mais vulnerável. Isso terá impacto direto na redução do número de mortes”, ressaltou o secretário.

De acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira, é preciso intensificar o trabalho de eliminação dos criadouros do mosquito. “Mesmo com o fim do verão, os mutirões de limpeza e as ações de conscientização devem continuar em todos os municípios. O poder público e a população têm que se unir e fazer sua parte no combate ao inseto”, disse.

Os quatro municípios incluídos na lista dos epidêmicos são Ampére, Marialva, Corbélia e São Jorge do Ivaí. Neste boletim, Ivaiporã aparece com 88 casos, mas os números estão desatualizados. Até anteontem, segundo divulgação da 22ª RS, eram 105 confirmações, colocando a cidade no patamar epidêmico.