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Paraná tem 3,8 milhões de ‘faltosos’ na dose de reforço contra covid-19

Da Redação

| Edição de 22 de março de 2022 | Atualizado em 22 de março de 2022
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na dose de reforço contra covid-19

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Quase 80% da população do Paraná está com a cobertura vacinal completa, com duas doses ou a dose única, mas quase 4 milhões de paranaenses acima de 18 anos não compareceram ainda aos postos de saúde para a aplicação da dose de reforço. Levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) mostra que 3.862.627 pessoas tomaram a primeira e segunda doses (esquema primário completo) e por algum motivo não especificado não retornaram para a dose de reforço no prazo recomendado pelo Ministério da Saúde (MS). 

Os dados são da Interface de Programação de Aplicações (API) de Consumo de Dados contidos na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e são mais fieis do que o Vacinômetro nacional porque refletem um cruzamento de CPFs, impedindo eventual duplicidade ou atraso na notificação.

O número de 3.862.627 leva em consideração um universo de 8.207.305 pessoas aptas a tomarem o reforço (D2 e dose única), representando quase 50% dessa população. Existe uma prevalência de ausência nas faixas etária de 20 a 34 anos (15,9% vacinados de 20 a 24, 21,39% de 25 a 29 e 27,54% de 30 a 34). Na outra ponta, 81,97% dos que têm entre 70 e 74 e 81,28% dos que têm entre 65 e 69 anos tomaram o reforço.

Dos faltosos, 39,75% correspondem àqueles que receberam o esquema primário com doses da AstraZeneca, 34,43% com Pfizer, 22,38% com CoronaVac e 3,44% com Janssen.

Há algumas diferenças para os dados públicos do Ministério da Saúde. Segundo o Vacinômetro, são mais de 4,2 milhões “faltosos”. A diferença acontece porque o levantamento da Sesa contabiliza apenas os esquemas completos (D1+D2 ou DU) realizados no Estado, desconsiderando aquelas pessoas que tomaram apenas uma dose do esquema primário no Paraná.

“A vacinação é a principal estratégia de prevenção de saúde pública para conter a pandemia da Covid-19, contribuindo para a diminuição do número de mortes e dos casos mais graves da doença, além de permitir a tomada de decisões por parte do Estado, como o uso de máscaras. Por isso, aqueles que estão em falta com esta dose precisam fazer esse reforço”, ressaltou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. 

“Temos vacinas para atender ao público e precisamos vacinar não só com a segunda dose, que garante proteção completa, mas também com a dose de reforço. Toda semana recebemos vacinas, então, precisamos é que as pessoas se conscientizem da importância desse complemento. Caso seja ultrapassado o prazo, é fundamental que o cidadão procure uma unidade básica de saúde assim que possível”, finalizou.

São Pedro do Ivaí é 2º no PR com menor percentual de ‘faltosos’ 

O município de São Pedro do Ivaí é o segundo do Paraná com menor índice de ‘faltosos’ na dose se reforço da vacina contra covid-19. Uniflor, situado na área de abrangência de Maringá, teve o menor índice de percentual de pessoas que não tomaram a dose de reforço. Das 2.023 pessoas aptas à imunização, 496 estão em atraso (24,52%). Em seguida estão os municípios de São Pedro do Ivaí (24,58%), Alvorada do Sul (24,86%) e São Jorge do Ivaí (25,13%). 

Segundo o secretário de Saúde de São Pedro do Ivaí, Bruno César de Freitas Ribeiro, o município desenvolveu uma campanha de conscientização bastante efetiva em redes sociais e outros meios de comunicação – incluindo o tradicional carro de som - para reforçar a importância da vacina e divulgar horários de imunização. De outro lado, a prefeitura adotou vacinação em domicílio para pessoas acamadas ou com alguma dificuldade de locomoção e apostou na busca ativa realizada pelos agentes de saúde. “Uma conquista dessas não é um trabalho sozinho, e sim de toda a equipe da saúde e principalmente da população que entendeu como é importante a vacinação para vencermos a covid-19”, afirma.

No Estado, Altamira do Paraná, Nova Cantu, Corumbataí do Sul, Piên, Janiópolis, Guarapuava, Boa Vista da Aparecida, Mamborê e Jundiaí do Sul registraram o maior número de faltosos para a dose de reforço, todos com mais de 70% de ausência da população.

Em Curitiba, a taxa é de 45,26%. Nos cinco maiores municípios da região as taxas são 37,97% em Apucarana; 43,93% em Arapongas; 37,03% em Ivaiporã; 41,28% em Jandaia do Sul e 42,23% em Faxinal.