A Patrulha Maria da Penha, criada em Arapongas pela Guarda Municipal, completou um ano. Neste período, mais de 500 atendimentos foram realizados pela equipe, auxiliando e levando atendimento humanizado a mulheres que sofrem com companheiros e familiares violentos. De acordo com a coordenadoria da patrulha, o trabalho dos guardas municipais para amparo das vítimas é essencial.
A implantação da Patrulha Maria da Penha aconteceu em 19 de maio de 2016. De lá para cá, foram realizados 521 atendimentos. Destes, foram 170 visitas domiciliares a vítimas, 257 visitas de retorno, 37 prisões em flagrante (quando o suspeito se encontra descumprindo a medida protetiva, com ou sem nova agressão ou ameaça), 105 casos de relatos de descumprimento sem flagrante e 29 solicitações de revogação de medida protetiva (quando as partes voltam ao convívio pacífico). Em 30 atendimentos, a vítima não foi encontrada no endereço informado.
Uma das coordenadoras da patrulha, a guarda municipal Denice Amorim Almeida, explica que o principal objetivo é garantir a efetividade da Lei Maria da Penha. “Antes da patrulha, não havia meios que garantissem a eficácia das medidas protetivas. Agora, fiscalizamos essa questão e estamos à disposição das mulheres para eventuais necessidades. O número de flagrantes registrados por nós é um dos principais indicadores da eficiência e importância da patrulha”.
A Patrulha encabeça uma rede de apoio, que conta também com as varas criminais do Fórum de Arapongas, a 22ª Subdivisão Policial de Arapongas e as secretarias municipais de Saúde, Segurança Pública e Assistência Social. A medida protetiva é uma das principais ferramentas utilizadas para coibir a reincidência de violência doméstica e familiar, pois mantém vítima e agressor distantes um do outro, por ordem judicial.
Denice acrescenta que a Patrulha Maria da Penha conta com equipes treinadas e capacitadas para o trabalho de proporcionar sensação de segurança à mulher. “Muitos casos são delicados e por vezes traumáticos, que mexem com toda a família. Por isso, nosso apoio não se restringe à mulher, mas também aos filhos e a quem mais necessitar. Depois que iniciamos o trabalho, podemos ver as mulheres recuperarem a autoestima, voltarem a trabalhar, a estudar, sem medo de novas agressões”.
De acordo com uma das vítimas de violência contra a mulher em Arapongas no último ano, que preferiu não se identificar, o trabalho do grupo é essencial. “Eles estão sempre aqui em casa, querendo saber se estou bem, se aconteceu algo. Nos sentimos muito mais seguras”, diz.
Ela foi vítima do genro, que é acusado de assassinar uma mulher. “Ele ficou preso e, depois de solto, veio procurar a minha filha, pedindo perdão. Ela não aceitou as desculpas e então ele se tornou agressivo contra ela e contra mim. Temos medidas protetivas contra ele e o apoio da patrulha para garantir que a medida seja cumprida”, destaca ela.
Vítimas com medidas protetivas podem acionar a Patrulha Maria da Penha através do telefone 153. O serviço de proteção às vítimas é feito 24 horas por dia.