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Pequena ‘fábrica’ de hóstias atende 34 municípios da região

Vanuza Borges

| Edição de 22 de maio de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Há 42 anos, é o trabalho da apucaranense Dirce Bertasso Favaro, de 69 anos, que garante a Eucaristia de católicos de 34 municípios da Diocese de Apucarana. Ela é a responsável pela produção das hóstias distribuídas para várias igrejas integrantes da diocese.

Imagem ilustrativa da imagem Pequena ‘fábrica’ de hóstias atende 34 municípios da região

Para ela, que está há quatro décadas produzindo as partículas, o processo tornou-se natural, mas tem consciência de sua magnitude para a Igreja. “Aqui é só um pão, depois da consagração se torna o “corpo” de Cristo, que é valioso”, diz.

Ela, que há nove meses conta com a colaboração do marido Norival Favaro, 71 anos, começou a confeccionar hóstias com as Irmãs Sacramentinas no Castelo Branco, que atuavam em Apucarana. Depois, as partículas passaram a produzidas no Jardim Apucarana, onde hoje é Centro Pastoral. Atualmente, a pequena fábrica de hóstias funciona ao lado da Casa De Encontros Dom Romeu Alberti (Cedra), na Vila Nova.

Apesar das mudanças, a receita continua a mesma: trigo, água e azeite. “É a mesma receita. Ela não pode mudar. Por isso, até mesmo a farinha que usamos é especial, importada da Argentina. A farinha comum tem misturas que comprometem a textura do biju”, explica o diácono Dorvalino Bertasso, irmão de Dirce, que também acompanha toda a produção.

Por mês, Dirce e Norival produzem cerca de 200 mil partículas, que são distribuídas para 34 municípios da Diocese de Apucarana. Cada disco de biju corresponde, em média, a 50 partículas. A confecção do disco leva apenas 30 segundos na máquina, mas precisa descansar depois por 24 horas antes de ser cortado.

Dorvalino explica que são quatro tipos de hóstias que os padres utilizam na consagração. “O padre vai escolher o tamanho da hóstia de acordo com o espaço, para que o público consiga visualizá-la”, explica.

CORPUS CHRISTI

Para o bispo diocesano, dom Celso Antônio Marchirori, a festa de “Corpus Christi”, comemorada na próxima quinta, é a celebração em que solenemente a Igreja comemora o Santíssimo Sacramento da Eucaristia. “É o único dia do ano que o Santíssimo Sacramento sai em procissão pelas ruas. Por ocasião dessa festa agradecemos, bendizemos e louvamos a Deus pelo precioso dom da Eucaristia, na qual o próprio Senhor Jesus se faz presente como alimento e remédio de nossa alma”, sublinha.

Dom Celso comenta que, segundo o documento do Concílio Vaticano II, a Eucaristia é fonte e centro de toda a vida cristã. “Nela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, o próprio Cristo”, explica.

O religioso recorda que a Festa de Corpus Christi surgiu no séc. XIII, na diocese de Liège, na Bélgica, por iniciativa da religiosa Juliana de Mont Cornillon, (†1258) que recebia visões nas quais o próprio Jesus lhe pedia uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia.

Eucaristia estimula a conversão

Para dom Celso Antônio Marchiori, bispo da Diocese de Apucarana, a Eucaristia favorece um contínuo crescimento na fé e prolonga a graça do Sacrifício Eucarístico celebrado especialmente no Domingo (Dies Domini). “A Eucaristia estimula à conversão e purifica o coração. Reaviva nosso coração e nos impulsiona à celebração da Missa Dominical”, diz.

Ainda segundo dom Celso, o ato de adorar Jesus no Santíssimo Sacramento aproxima de Deus Pai, abre o coração para a ação do Espírito Santo e impulsiona ao encontro dos irmãos, especialmente os mais necessitados.

O bispo cita ainda uma frase do papa Bento XVI: Nosso “encontro com o Senhor, presente na Eucaristia, amadurece também a missão social, que está encerrada na Eucaristia e deseja romper as barreiras não apenas entre o Senhor e nós mesmos, mas também e, sobretudo, as barreiras que nos separam uns dos outros”.

“A adoração eucarística é um exercício espiritual, pessoal ou comunitário, que nasce da celebração do memorial da Páscoa do Senhor, a Santa Missa, e a este mistério o adorador deve ser conduzido”, destaca. Ele complementa que “então, podemos afirmar que o verdadeiro adorador é alguém que participa plenamente da Ceia do Senhor, onde recebe o Pão da Vida e toma do Cálice da Salvação”.