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Pesquisa aponta diferença de preços de mais de 100% em itens da cesta básica

Claudemir hauptmann

| Edição de 02 de junho de 2022 | Atualizado em 02 de junho de 2022
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Quem pesquisa economiza. E é preciso andar muito para fazer uma boa economia na hora de comprar produtos da cesta básica. Isso é o que mostra a pesquisa mensal de preços de itens básicos de alimentos, limpeza e cuidados pessoal realizada pelo curso de Ciências Econômicas do campus local da Universidade do Estado do Paraná (Unespar). A pesquisa, que avalia os seis principais mercados da cidade, mostra que os preços de alguns produtos podem variar mais de 100% entre os mercados. Em média, a variação de preços nos 56 itens é de 32,41%.

Se considerar os 56 produtos da pesquisa e os preços praticados nas seis lojas supermercadistas de Apucarana, o consumidor mais desavisado pode gastar R$ 157,10 a mais, considerando os preços mais altos praticados na cidade. A cesta mais barata – considerando os preços mais baixos praticados nos seis mercados – sai a R$ 484,74. A mesma cesta, com os mesmos produtos e das mesmas marcas, pode sair a R$ 614,84, considerando os preços mais salgados encontrados nos supermercados, uma diferença de 32,41%.

A pesquisa é realizada por intermédio de uma equipe voluntária de alunos do curso, dentro de um projeto de extensão da universidade. O levantamento de preços relativos a maio de 2022 foi feito no último dia 28. A pesquisa considera os preços mínimos e os preços máximos de cada produto nos mercados.

O preço médio da cesta básica de produtos considerados na pesquisa, subiu, entre novembro de 2021, quando a pesquisa foi retomada, e maio de 2022, nada menos do que 16,43%. O preço médio da cesta era de R$ 489,38 e agora está em R$ 569,80. Entre 

Um dos destaques na comparação entre preços máximos e mínimos desse mês foi o creme dental de uma determinada marca, na embalagem de 90 gramas, que teve uma variação de 120,1% entre o mercado mais caro e o mais barato para esse item. No mais barato, o produto pode ser comprado a R$ 2,59 e, na loja com maior preço, o mesmo produto estava disponível a R$ 5,70.

Comprar um simples pacote de sal refinado também exige atenção. A diferença de preços na cidade, conforme a pesquisa, chega a 113,2 %. O produto era vendido a R$ 1,29 no mercado mais barato e a R$ 2,75 no mais caro. A água sanitária também tem variação de preços acima dos 100%. Pode ser encontrada a R$ 1,98 e a R$ 4,14, uma variação de 109,6%.

Outros itens com diferença de preço acima de 90% são o papel higiênico - uma das marcas pesquisadas variou de R$ 6,49 a R$ 12,49 e  ervilha em lata (R$ 2,49 a R$ 4,75). Com grande impacto no orçamento, o quilo da carne bovina - coxão mole - tem uma uma variação de 53,8%, com preços entre R$ 29,90 e R$ 45,98. Já a menor variação encontrada foi no quilo do feijão carioca - 6,1%, com preços entre R$ 9,49 e R$ 11,69. (COLABOROU ADRIANA SAVICKI)