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Pesquisa aponta setores mais promissores em tempos de crise

Renan Vallim

| Edição de 17 de maio de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae-PR) divulgou seis setores da economia que, apesar da crise, ainda registram bons resultados. São eles o setor de alimentação; de beleza e cosméticos; de bijuterias; de reciclagem; de reparos e consertos; e de vestuário. Em Apucarana, proprietários de empresas nas áreas citadas afirmam que a situação não é perfeita, mas que os efeitos da crise se mostram menos intensos.

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Proprietário de uma loja de produtos de beleza e cosméticos, Marcos Aragão afirma que não dá para escapar da crise. No entanto, a situação está um pouco mais controlada no setor. “Deu uma caída, mas não no mesmo nível que outras áreas do comércio. O setor de beleza vinha crescendo bastante nos últimos anos e o governo taxou bastante os produtos. Se não fosse isso, era para estarmos melhores”.

Segundo ele, as pessoas não estão deixando de comprar, mas estão mudando seus perfis de consumo. “Muitos clientes acabam adquirindo produtos de marcas mais baratas. Outra mudança que percebemos é que aquelas pessoas que compravam determinado produto a cada 15 dias, por exemplo, passaram a comprar a cada 20 ou 25 dias”, diz.

Sócia-proprietária de uma padaria e restaurante com foco em alimentos sem glúten e lactose, Ana Luiza Zavilenski também tem registrado resultados satisfatórios. “Estamos com um modelo de negócios que envolve parcerias e convênios. Acho que servirmos produtos com um diferencial importante, com foco na saúde, e por um preço acessível. Isso é importante”, afirma ela.

Segundo Ana, a empresa, que existe há cerca de três meses, pode ganhar franquias em outras cidades do Paraná em breve. “Estamos vendo que o setor é bastante promissor. Temos o apoio do Sebrae e estamos em conversas com pessoas de outras cidades que estão interessadas em abrir franquias. O único porém é que ainda precisamos melhorar nosso marketing, acredito”, diz.

DIFERENCIAL

O consultor do Sebrae, José Henrique Martins, explica que produtos com um diferencial próprio acabam tendo vantagem. “Estamos observando que muita gente procura produtos com valor agregado, aceitando inclusive pagar um pouco mais caro. Por isso, empresas que investirem em situações diferenciadas e inovações têm mais chance. A crise vai passar. Quando isso acontecer, essas empresas estarão em vantagem”, diz.