CIDADES

min de leitura - #

PIB do Brasil cai 3,6% em segundo ano de queda

Folhapress

| Edição de 08 de março de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.


Em um ano marcado por turbulências políticas, a economia brasileira encerrou 2016 com queda de 3,6% no PIB (Produto Interno Bruto), de acordo com dados divulgados pelo IBGE ontem. Foi o segundo ano seguido de queda do indicador, que já havia recuado 3,8% em 2015.
Com isso, o país acumulou queda de 7,2% no acumulado de 2015 e 2016, a pior recessão já registrada pelo IBGE, cuja série começa em 1947. A economia brasileira voltou ao mesmo patamar do terceiro trimestre de 2010.
Além da profundidade, a recessão no período se destaca por sua dispersão em todos os setores da economia, algo incomum em períodos de crise anteriores, diz Rebeca Passos, coordenadora de contas nacionais do IBGE.
No ano, a agropecuária caiu 6,6%, seguida pela indústria (queda de 3,8%) e pelos serviços, que recuaram 2,7%. Desde 1996 o país não tinha quedas nos três principais setores da economia.

TRIMESTRE
Contrariando a expectativa do mercado, a economia encolheu 0,9% de outubro a dezembro, ante o trimestre anterior. Os analistas esperavam que essa queda fosse menor, de 0,5%.
O resultado do período representa a oitava redução consecutiva do PIB na comparação trimestral e a mais longa sequência de quedas da série histórica de contas nacionais do IBGE, iniciada em 1996.
Já pelos critérios da FGV (Fundação Getulio Vargas), o ciclo de empobrecimento do país completou 11 trimestres, com queda acumulada de 9% do PIB.
Pela ótica da produção, dos três setores da economia, só a agropecuária avançou no quarto trimestre, com alta de 1%. Indústria e serviços caíram 0,7% e 0,8%, respectivamente.
Já pela ótica da despesa, o consumo das famílias teve queda de 0,6%, recuando pelo oitavo trimestre consecutivo. A formação bruta de capital fixo (investimentos) caiu 1,6%, e a despesa de consumo do governo teve ligeira alta, de 0,1%, praticamente estável em relação ao trimestre imediatamente anterior.
O recuo do PIB no quarto trimestre do ano passado foi maior do que o observado no terceiro trimestre (queda revista de 0,7%, contra recuo de 0,8% informado anteriormente), mas levemente melhor do a queda de 1,1% do último trimestre de 2015 quando comparado ao período imediatamente anterior.
Em relação aos últimos três meses de 2015, a redução foi de 2,5%. (FOLHAPRESS)