O Produto Interno Bruto (PIB) - indicador que corresponde à soma de todos os bens e serviços e é usado como termômetro da economia – da região aumentou R$ 1,1 bilhão entre 2018 e 2019. Levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a soma do PIB municipal dos 26 municípios do Vale do Ivaí e Arapongas alcançou R$ 13,7 bilhões em 2019, volume 9% maior que os R$ 12,6 bilhões estimados no ano anterior.
Arapongas é o município com maior PIB municipal na região: R$ 4,9 bilhões, R$ 570 milhões a mais que a estimativa de 2018, o que equivale a um crescimento de 15,78%, o segundo maior da região.
Em Apucarana, o PIB municipal alcançou R$ 3,45 bilhões, aumento de 10,8% em relação ao ano anterior. O terceiro maior PIB municipal é de Ivaiporã, R$ 832,1 milhões, valor com alta de 1,4% em relação a 2018.
O maior crescimento nominal do PIB foi do município de Cambira, 19,25%, alcançando R$ 204,9 milhões em 2019. Dos 27 municípios da região, 15 registraram aumento.
O economista e professor da Unespar, Rogério Ribeiro, destaca que a evolução regional do PIB 2019 seguiu a tendência do PIB nacional, mas com resultado mais expressivo. “Em valores nominais, o PIB nacional de 2019 cresceu 5,50% em relação ao ano anterior. Este desempenho foi seguido pela região, que apresentou um crescimento acima do nacional, apresentando um índice de 9,07%”, comenta.
O economista destaca que em 2019 estava se consolidando a retomada do crescimento após uma profunda crise fiscal do governo Dilma que levou a economia à recessão por mais de dois anos consecutivos. “O Valor Adicionado Bruto (VAB) é o maior responsável pelo desempenho do PIB dos municípios, embora não possamos deixar de considerar o crescimento da arrecadação de impostos que teve um crescimento na região bem acima do nacional. A nível nacional a arrecadação cresceu 3,97% em 2019, comparados com 2018. Já na região, o crescimento da arrecadação de impostos nominais cresceu 7,74%”, avalia.
Ele também acrescenta que o PIB de 2019 deve ser analisado com muita moderação. “Haja vista que estávamos num processo de recuperação de uma profunda crise que gerou recessão por mais de dois anos. Portanto, houve crescimento, mas em cima de uma base enfraquecida”, comenta.