CIDADES

min de leitura - #

Piscicultores de Sabáudia terão plano de manejo

Da Redação

| Edição de 13 de fevereiro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

Fique por dentro do que acontece em Apucarana, Arapongas e região, assine a Tribuna do Norte.

Gerentes e técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Sanepar e Emater, e o prefeito de Sabáudia, Hugo Manueira, se reuniram ontem com piscicultores da região para debater as consequências do lançamento de microalgas na Bacia do Rio Pirapó para o abastecimento público. A solução indicada é que, com orientação técnica da Emater, os produtores adotem um plano de manejo para fazer o despejo do efluente gerado na piscicultura.
Na última semana, moradores de alguns bairros de Maringá reclamaram do gosto e do cheiro da água potável distribuída na cidade. Análises feitas pela Sanepar de amostras de água coletadas em vários pontos do Rio Pirapó, e em alguns de seus afluentes, apontaram a presença de microalgas do gênero Oscillatoriales, responsáveis pela alteração das características da água distribuída.
De acordo com especialistas, este gênero de microalga é encontrado, principalmente, em tanques e lagoas usados para piscicultura. As microalgas não representam riscos à saúde humana, mas provocam odor e sabor na água tratada.
O gerente geral Noroeste da Sanepar, Sergio Veroneze, afirma que não há dúvidas de que o local de origem das microalgas que provocaram o gosto e o cheiro na água tratada distribuída em Maringá foi a região de Sabáudia. “As análises apontaram que as microalgas chegaram até o Rio Pirapó através do córrego Pau d’Alho. Também sabemos que naquela região a atividade de piscicultura é muito forte. Por isso, é fundamental que haja um trabalho coletivo para que os piscicultores sejam orientados sobre o manejo correto dos seus tanques, lagoas e represas”, ressaltou Veroneze.
Uma das ações imediatas definidas durante a reunião foi a atuação direta da Emater na orientação técnica e acompanhamento das atividades dos piscicultores. Também ficou decidido que o esgotamento direto dos tanques nos afluentes não será mais permitido. (AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS)