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Polícia apreende 84 galos em Arapongas

Vanuza Borges

| Edição de 16 de julho de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Uma nova operação da Polícia Ambiental de Londrina apreendeu ontem mais 84 galos usados em rinhas numa chácara em Arapongas. A apreensão das aves faz parte da 2ª fase da Operação Gladiador, que no final do mês passado fechou uma rinha clandestina que funcionava em uma propriedade rural do município, resultando na prisão de 46 pessoas e apreensão de 140 aves. No total já são 648 aves apreendias nas duas fases da operação e 47 pessoas detidas em cinco municípios.

Imagem ilustrativa da imagem Polícia apreende 84 galos em Arapongas

Segundo a tenente Camila Reina, relações públicas da Polícia Ambiental, na operação de ontem uma pessoa – o proprietário das aves – acabou detido e também vai responder por maus tratos. Na residência dele, a polícia encontrou ainda vários apetrechos usados nas rinhas, como ringue,que usado para as lutas e também para treinar as aves, esporas e biqueiras, além de 60 gramas de maconha.

Na chácara, localizada na Estrada do Bule, além dos galos, haviam três pássaros silvestres, sendo um trinca-ferro, uma coleirinha, um sábia e um tico-tico.

Camila lembra que ter o galo índio, raça geralmente usada nas lutas, não é crime, mas sim promover as rinhas e treinar as aves, para este intuito, o que causa ferimentos.

A operação deflagrada contra os criadores e apostadores é fruto de um trabalho de investigação de mais de dois meses da corporação. A primeira fase operação, deflagrada em 26 de junho em Arapongas, seguiu-se com apreensões de animais em Centenário do Sul, Porecatu, Jaguapitã e Apucarana, resultando na apreensão de 564 aves de rinha. Segundo estimativa divulgada pelo Ministério Público, os galos podem ser avaliados em cerca de R$ 1 milhão.

A rinha fechada em junho pela Polícia Ambiental tinha dois ringues de disputa e indícios apontam que a movimentação de cada luta era de milhares de reais.

Os animais resgatados ontem terão o mesmo destino dos outros. Eles serão encaminhados para entidades de defesa animal. Os pontos não serão divulgados para evitar tentativas de resgate, devido ao valor de mercado dos animais.