O mercado de imóveis comerciais vive um momento de forte expansão em Apucarana. Novos empreendimentos prontos e em fase de construção têm surgido em diversas regiões. Entretanto, também chama atenção o número elevado de salas vazias disponíveis para locação, sobretudo na área central. Especialistas ouvidos pela Tribuna apontam uma junção de fatores para esse cenário, destacando um excesso de oferta gerado pelo ritmo acelerado de construção, que avança em velocidade superior à abertura de novas empresas.
“Apucarana tem muitas salas comerciais prontas e em construção. Tem muitos investidores partindo para esse nicho de mercado, uma vez que o setor residencial teve expansão e diminuiu a procura por imóveis residenciais para locação”, destaca o secretário da Fazenda, o economista Rogério Ribeiro.
Segundo o secretário, o fenômeno decorre de ajustes de dimensionamento do mercado. “Ao mesmo tempo que o comércio está se expandindo no centro da cidade, também temos um processo de espraiamento urbano. Aumenta o número de empresas no município, tanto no centro quanto nos bairros. Por conta disso, está havendo muitas construções de salas comerciais nessas regiões”, analisa.
Essa velocidade cria um descompasso pontual entre a oferta e a demanda. Dados da Junta Comercial do Paraná (Jucepar) revelam que Apucarana soma 21,4 mil empresas ativas, sendo que 1,4 mil foram abertas entre janeiro e agosto deste ano, um aumento de 38% em comparação ao mesmo período do ano passado. Segundo Ribeiro, não há como precisar o número de imóveis comerciais na cidade. Atualmente o município conta com 22,3 mil pessoas jurídicas no cadastro econômico.
“Momentaneamente, teremos um excesso de oferta de salas comerciais e barracões industriais, pois a construção está acontecendo numa velocidade maior do que o aumento do número de empresas. A tendência é termos uma convergência, pois haverá um momento no futuro em que a velocidade de investimento em construções comerciais e industriais deva reduzir”, pontua Ribeiro.
Outro ponto decisivo para a descentralização é a questão financeira. “O custo do metro quadrado da área central está muito alto. Comerciantes têm reclamado disso. Daí partem para a construção de sede própria ou mesmo mudam para outro ponto mais barato”, explica o economista.
Conforme apurado pela Tribuna, o preço do aluguel por metro quadrado pode variar de R$ 40 a R$ 100, dependendo da localização e qualidade das edificações.