POLÍTICA

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Anastasia apresenta relatório favorável ao impeachment

Folhapress

| Edição de 05 de maio de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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O senador Antônio Anastasia (PSDB-MG) apresentou ontem à comissão especial do impeachment relatório a favor do afastamento da presidente Dilma Rousseff (PT). Relator do caso na comissão do Senado, Anastasia aponta que há elementos suficientes para que o processo seja aberto e a petista julgada por crime de responsabilidade. Dilma é acusada de editar, em 2015, créditos suplementares e de usar dinheiro de bancos federais em programas do Tesouro, as chamadas “pedaladas fiscais”.

Imagem ilustrativa da imagem  Anastasia apresenta relatório favorável ao impeachment

“Em face do exposto, consideramos que os fatos criminosos estão devidamente descritos, com indícios suficientes de autoria e materialidade, há plausibilidade na denúncia e atendimento aos pressupostos formais, restando, portanto, atendidos os requisitos exigidos pela lei para que a denunciada responda ao processo de impeachment”, diz Anastasia.

O parecer de Anastasia foi lido ontem e será votado na comissão nesta sexta-feira. Hoje, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, deve comparecer ao Senado para defender a presidente.

Como já ocorreu em outras sessões, senadores governistas e de oposição bateram boca e a sessão foi suspensa. A bancada do governo reafirmou, por meio dos senadores Gleisi Hoffmman (PT-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ), sua posição contra a atuação de Anastasia pelo fato de ele pertencer ao PSDB, partido interessado no impeachment de Dilma. “Tivemos aqui uma acusação partidarizada. Vamos questionar até o final a presença de um senador do PSDB na relatoria”, disse Lindbergh.

O líder da bancada tucana, Cássio Cunha Lima (PB), e outros de oposição reagiram às críticas. “Esse teatro todo é para aparecer na televisão. Agora vai ouvir quieto e sentadinho aí”, disse Ricardo Ferraço (PSDB-ES) a Lindbergh Farias.

Depois da votação amanhã, o caso vai ao plenário do Senado, em sessão prevista para o dia 11. São necessários os votos da maioria simples dos presentes para que o processo seja aceito. Se aceito, Dilma será afastada por até 180 dias, período em que será julgada pelos senadores e o vice Michel Temer assumirá interinamente.