Oito apucaranenses foram presos no interior mineiro suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em diversos tipos de roubo e furto de banco. A Polícia Civil de Jacutinga investigava o grupo há oito meses e conseguiu efetuar a prisão na última terça-feira durante a “Operação Apucarana”.
Segundo o delegado do caso, Igor Curvelo Grimaldi, foram presos sete homens e uma mulher, que estão detidos em cidades vizinhas a Jacutinga. “Eles vão responder por organização criminosa. Não era uma simples quadrilha, mas era um grupo criminoso especializado. Identificamos que, de acordo com o crime que iriam praticar, algumas pessoas eram acionadas”, comenta.
Grimaldi observa que, durante oito meses, policiais investigaram os passos da organização. “Eles agiam em várias frentes. Identificamos a presença deste grupo em vários casos de roubos, como à residência e à propriedade rural. Também temos indícios da participação em casos de furto a bancos”, diz.
No caso dos furtos a bancos, o delegado explica que a tática era a seguinte: “Ocorriam sempre à noite e, geralmente, entraram pelo teto, desativavam o alarme e levavam o cofre o cofre ou abriram. Tanto os roubos quanto os casos de furtos movimentavam altas quantias em dinheiro”, afirma.
As investigações, ainda de acordo com o delegado, apontaram que a quadrilha, após cometer os crimes em Minas Gerais, voltava para Apucarana, onde a maioria tem família. “Viviam entre Apucarana e Jacutinga, mas temos indícios também que praticavam crimes nesse eixo, como cidades do interior de São Paulo”, revela.
Grimaldi não descarta a participação da quadrilha em crimes em Apucarana e região. “Percebemos que eles mudavam de endereço sempre após cometer os crimes”, diz. Em Apucarana registrou três casos recentes de furtos a banco e Arapongas um caso. O delegado-chefe de Apucarana, José Aparecido Jacovós, diz que vai investigar uma possível relação da quadrilha com os casos locais.