A Polícia Militar (PM) de Arapongas apreendeu 12 veículos em blitz realizada no último final de semana. A maioria das apreensões foi realizada porque os veículos haviam sido rebaixados e apresentavam características diferentes do que é determinado por lei. A ação provocou diversos comentários nas redes sociais ao longo do feriado prolongado, tanto a favor quanto contra a atuação da PM.
A blitz foi realizada na noite do último sábado (29) na Avenida Arapongas, próximo à Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida. “Era uma blitz comum, não teve como objetivo fiscalizar os veículos rebaixados especificamente. Tanto é que ficamos surpresos pela quantidade de carros apreendidos com esse tipo de irregularidade em apenas duas horas de blitz”, disse o capitão da PM, Vilson Laurentino da Silva.
Os veículos apreendidos foram encaminhados para o pátio da 7ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) de Arapongas. “Pelo menos metade deles havia feito a regularização exigida para o rebaixamento dos veículos, mas apresentavam novas alterações não regulamentadas, como o corte de molas ou mudanças nos aros das rodas”, destacou Vilson.
De acordo com o capitão, a maioria dos veículos já havia sido liberada na tarde de ontem. “Para terem os veículos liberados, os proprietários precisam levar um mecânico ou representante de oficina mecânica até o pátio da PM, para que ele possa deixar os veículos em conformidade com a lei ou levar o carro para o estabelecimento para realizar o procedimento. Em todo o caso, o veículo precisa ser reapresentado na sede da PM”, diz o capitão.
Mesmo dentro da lei, a medida causou polêmica entre os adeptos dos carros rebaixados. Muitos criticaram a ação da polícia. De acordo com Adriana Borrasca, proprietária de uma oficina mecânica especializada em alterações automotivas, esse tipo de modificação nos carros possui um público grande e fiel na cidade. “Recebemos pelo menos dois carros por dia para serem rebaixados. Há muita gente que gosta, que procura. O motorista quer deixar o carro mais bonito, mais do jeito dele”.
O custo para rebaixar um veículo, de acordo com Adriana, é de aproximadamente R$ 150. “Acho que não deviam apreender veículos rebaixados. Não atrapalha ninguém. Acho que existem coisas mais importantes para o poder público se preocupar”, diz ela.
Chefe da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Apucarana, Fernando Garcia Algarte explica que rebaixar não é ilegal, mas o motorista precisa respeitar algumas regras. “Todas as alterações de um veículo precisam ser aprovadas pelo Inmetro. Só assim o veículo será regularizado. Essa exigência é necessária porque, dependendo de como o serviço é efeito, o veículo pode apresentar risco. Ele pode se tornar mais instável, sobretudo na rodovia, podendo provocar acidentes. Além do mais, o veículo mais baixo precisa invadir a pista contrária para passar nas lombadas na diagonal, o que também pode ser arriscado”, destaca.
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