Três suspeitos de integrar uma quadrilha de assaltantes, que vem agindo na zona rural de Apucarana, foram presos durante operação integrada das polícias Civil e Militar. A apresentação dos suspeitos aconteceu ontem de manhã na sede da 17ª Subdivisão Policial (SDP), de Apucarana. Nas últimas duas semanas, pelo menos cinco casos de assaltos a propriedades rurais foram registrados no município – o último na madrugada de ontem no Correia de Freitas.
Entre os presos apresentados estão Alécio de Jesus Borges, 26 anos, apontado pela polícia como chefe da quadrilha. Ele foi detido na tarde da última segunda-feira pela Polícia Civil junto da esposa Emily Brenda dos Santos, 22 anos. Borges, que era foragido da cadeia de Curiúva, tinha dois mandados de prisão em seu nome.
“Temos áudios, autorizados pela Justiça, que comprovam que ele é o líder da quadrilha. Após saber da prisão de um dos comparsas e que uma família de sitiantes tinha lhe reconhecido, ele diz num áudio que iria fazer uma ‘visitinha’ para essas vítimas. É um bandido perigoso. Esperamos que seja condenado duramente”, ressalta o delegado-chefe da 17ª SDP, José Aparecido Jacovós.
Também foram presos Eduardo Henrique da Silva, 24 anos, e Jeferson Fuquim Inácio, 23 anos. Os dois foram detidos pela PM após investigação do setor de inteligência (P2). “A sociedade quer que criminosos sejam colocados na cadeia. Por isso, é importante que as forças de segurança trabalhem unidas”, frisou o delegado.
Além dos presos, Jacovós observa que outros quatro envolvidos em situações de roubos a propriedades rurais foram identificados. Eles também são apontados como membros da quadrilha liderada por Borges. “Todos foram identificados como membros desta organização criminosa que estava agindo em propriedades rurais de Apucarana. Também já pedimos mandados de prisão contra eles”, revela.
De acordo com o delegado, os criminosos são conhecidos pelo uso da violência. “Eles invadiam propriedades e eram extremamente violentos com as vítimas. Não hesitavam em apontar armas para as famílias. Entravam nas propriedades à procura de defensivos agrícolas, armas e dinheiro”, assinala.
Jacovós comenta que os criminosos achavam que produtores rurais guardavam dinheiro em casa, uma prática que está em desuso e não corresponde a atualidade.
O superintendente e chefe do departamento de Furtos e Roubos, da 17ª SDP, Cláudio Dias da Silva, destaca que o defensivo agrícola está entre os itens mais visados pelos criminosos, por causa do alto preço de mercado dos produtos.
NÚMEROS
A incidência de crimes contra o patrimônio tem ocorrido em toda cidade. Em janeiro, quatro ocorrências, em média, foram registradas por dia em Apucarana apenas pela Polícia Militar. Em um mês foram registradas 34 situações de roubo, 79 de furtos e 14 de furtos ou roubos de veículos. (COLABOROU CINDY ANNIELLI)