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Polícia incinera 30 mil peças falsificadas em Apucarana

Renan Vallim

| Edição de 13 de agosto de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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A Polícia Civil de Apucarana incinerou cerca de 30 mil unidades de produtos falsificados, entre bonés e camisetas, apreendidos nos últimos três anos no município. Os itens queimados foram aqueles que não puderam ser doados e estavam sob a responsabilidade do Conselho Municipal de Segurança (Conseg) de Apucarana. A ação foi coordenada pelo delegado chefe da 17ª Subdivisão Policial (SDP), José Aparecido Jacovós.

Imagem ilustrativa da imagem Polícia incinera 30 mil peças falsificadas em Apucarana

A incineração aconteceu nos fundos do barracão da Polícia Civil de Apucarana, às margens da BR-376. De acordo com o delegado, as peças de vestuário tinham como primeiro destino a doação. “Os itens são todos cópias ilegais de marcas famosas. A Justiça determinou que as peças que pudessem ser descaracterizadas, ou seja, que tivessem essas marcas arrancadas, poderiam ser doadas. No entanto, a descaracterização não foi possível em boa parte desses itens e, por isso, eles estão sendo queimados”, destaca.

Ao todo, são 20 mil bonés e 10 mil camisetas, todos explorando a imagem de diversas marcas consagradas no mercado. Apesar do volume significativo, o galpão onde esses itens ficam guardados está longe de ser esvaziado. “Acredito que esse montante corresponde a apenas 20% do que a Polícia Civil possui sob custódia. A repressão à pirataria não é o trabalho principal da polícia. Nossa atribuição maior é combater crimes de maior gravidade, que atentem contra a vida por exemplo. Mesmo assim, possuímos um volume significativo de produtos piratas esperando destinação. Só podemos dar fim a esses produtos a partir de determinações da Justiça”, diz Jacovós.

CONSEG

O Conseg de Apucarana também acompanhou a ação da Polícia Civil. Membro da diretoria do órgão, Vicente Batista Júnior ressaltou a parceria entre o Conselho e a polícia.

“A incineração foi necessária para garantir que esses produtos não corram o risco de pararem nas ruas, já que a doação ficou impossibilitada. Com isso, tivemos o suporte da Polícia Civil, que sempre atua com competência e é uma grande parceira do Conseg. Nós agradecemos o apoio do delegado e dos policiais”, afirma.