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Polícia investiga exploração sexual de menores em Ivaiporã

Da Redação

| Edição de 16 de julho de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A54ª Delegacia Regional de Polícia Civil investiga um grupo de pessoas de Ivaiporã, Jardim Alegre e Lidianópolis envolvidos em uma rede de exploração sexual de adolescentes. Foram cumpridos na manhã de ontem cinco mandados judiciais de busca e apreensão nos três municípios. Segundo a investigação, garotas eram recrutadas e aliciadas para atuar em uma boate em Ivaiporã. O estabelecimento foi fechado pela polícia.
Conforme o delegado Aldair da Silva Oliveira, as investigações tiveram início através de informações de pais, que perceberam que as filhas se ausentavam por um ou dois dias. A polícia também recebeu informações que havia uma rede de aliciadores atuando e Lidianópolis para levar adolescentes para uma boate de Ivaiporã. “A investigação mostra que as responsáveis por esse aliciamento seriam uma mulher de Jardim Alegre com a participação de outra de Lidianópolis e um rapaz que fazia a correria numa espécie de ‘Uber da Prostituição’. Temos também o dono da boate que era quem receptava e permitia este tipo contratação de serviços sexuais de menores no estabelecimento”, comenta o delegado, acrescentando que o dono da boate já respondeu processo criminal pelo mesmo delito. 
Os levantamentos iniciais apontam pelo menos três meninas com idade entre 14 e 17 anos foram aliciadas. “Mas temos convicção que mais meninas participavam e aguardamos mais denúncias. É uma rede que vinha atuando há mais de um ano”, afirma. 

APREENSÕES
As buscas e apreensões realizadas ontem, segundo o delegado, foram para juntar mais elementos ao processo. Como não é a primeira vez que o responsável da boate é investigado por este tipo de crime, o estabelecimento teve as atividades suspensas temporariamente. 
“Por ora, ainda não foram pedidas prisões, mas no desenrolar da investigação depois que juntarmos e periciarmos todas as provas há uma tendência de indiciamento e pedido de prisões”, comenta. 
Ainda segundo o delegado Aldair, o próximo passo da investigação é identificar os clientes que se serviam da rede de exploração de menores. “Se existe um aliciamento de menores, obviamente é porque existe demanda. As pessoas que eventualmente se serviam desse tipo de situação estão sujeitas às mesmas penalidades do artigo 218-b (favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de adolescente), com pena de 4 a 10 anos de prisão”.