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Polícia investiga falsa médica que atendia no PAM de Ivaiporã

DA REDAÇÃO

| Edição de 18 de maio de 2021 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A Polícia Civil de Ivaiporã está investigando denúncia do Departamento Municipal de Saúde de Ivaiporã de que uma médica recém-contratada para atendimento no Pronto Atendimento (PAM) estaria atuando com CRM falso. Tão logo a denúncia foi formalizada na 54ª Delegacia Regional de Polícia Civil, a suposta médica desapareceu. 

A mulher que se apresentava como Charline Alcântara Faustino havia sido contratada recentemente por uma empresa que presta serviços à Prefeitura de Ivaiporã, conforme nota divulgada no sábado pelo Departamento de Saúde. Ela teria trabalhado em plantões entre os dias 8 e 14, quando a fraude foi descoberta.
Segundo o delegado Aldair da Silva Oliveira, no momento a suposta médica se encontra foragida. “Assim que foi feito o registro do boletim de ocorrência por parte da diretora municipal de saúde nos dirigimos até o hotel onde estava hospedada e fomos informados que ela tinha feito o check-out e ido embora. Esperamos localizá-la o mais breve possível, para que ela possa eventualmente apresentar a sua versão a respeito desses fatos. O que temos de convicção até o momento é que ela não era médica”, relatou.
Aldair disse ainda que o número do CRM apresentado pela mulher era de outra médica. “Pelo que apuramos até agora o documento original é de uma médica recém formada, da região de Curitiba, e que nós acreditamos que também seja vítima da atuação dessa falsária”, ponderou o delegado. 
Os demais documentos apresentados pela falsa médica eram do estado de Minas Gerais e também estão sendo investigados pela Polícia Civil. “Como nós estamos diante de uma fraude, essa informação nós também precisamos checar, tudo que ela apresentou de documento pessoal, profissional, será devidamente checado. Até porque nós precisamos esclarecer que junto com a prática de exercício ilegal da medicina, se ela praticou alguma outra fraude documental”, disse o delegado. 
Ainda segundo o delegado, a suspeita poderá responder pelos crimes de exercício ilegal de medicina, falsidade documental e eventualmente falsidade ideológica. “As penas desse delitos somados perfazem o total de 12 anos de prisão. Como houve evasão do local do cometimento de delito, nós estamos estudando o possível pedido de prisão e estamos averiguando também se ela atuou em outros municípios”, completou Oliveira.