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Polícia prende 21 suspeitos de ligação com o PCC na região

Vanuza Borges

| Edição de 18 de dezembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Uma megaoperação foi deflagrada contra membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), que atua dentro e fora dos presídios, ontem pelas polícias Civil e Militar em todo o Paraná. Na região, 21 pessoas foram presas na operação Alexandria. As prisões ocorreram em Apucarana, Arapongas, Ivaiporã e Faxinal. Em todo Paraná, 93 pessoas haviam sido detidas nas ruas até o final da tarde de ontem, segundo balanço da Secretaria de Segurança Pública.

Imagem ilustrativa da imagem Polícia prende 21 suspeitos de ligação com o PCC na região

Foram cumpridos 767 mandados de prisão - boa parte deles (484) dentro de unidades prisionais - e quatro de busca e apreensão em 72 municípios paranaenses. Ao todo, mais de 1,5 mil policiais foram mobilizados, 36 somente sob o comando da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana (SDP) e da 22ª SDP, de Arapongas.

Nove mandados de prisão foram cumpridos no Vale do Ivaí, cinco em Apucarana - um envolvendo uma presa do Minipresísio -, três em Faxinal e um em Ivaiporã. Na área da 22ª SDP de Arapongas, foram cumpridos 12 mandados, dois em Rolândia. Outras duas pessoas foram presas em flagrante em pontos de tráfico de drogas.

O delegado-chefe da 22ª SDP, Osnildo Carneiro Lemes, revela que dos dez mandados de prisão de Arapongas, seis referem-se a presos da cadeia pública. “Cumprimos os outros quatro mandados em vários bairros da cidade e todos os presos nesta operação já tinham mandados em aberto e passagem por tráfico. Inclusive um dos presos já era investigado por associação ao PCC”, observa.

Ele avalia que a operação é de suma importância para desarticular a organização criminosa. “A Operação Alexandria pode ser considerada um duro golpe ao PCC. Esta organização criminosa está envolvida não só com o tráfico, mas como a violência de modo geral, principalmente assassinatos”, avalia.

O delegado chefe da 17ª SDP, José Aparecido Jacovós, complementa que policiais da equipe do Centro de Operações Especais (COPE), de Curitiba, que deflagraram a investigação, monitoraram ligações telefônicas feitas por presos nos presídios. “O que eles não sabiam era que desta vez a polícia estava escutando tudo”, diz. Segundo a Polícia Civil, são mais de 1,7 mil horas de conversas dos membros do PCC envolvendo doze estados: Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Alagoas, Ceará, Goiás, Santa Catarina, Pernambuco, Rio Grande do Norte.

Em Apucarana, a operação também apreendeu drogas e objetos roubados. “Nós apreendemos quase dez quilos de maconha e três balanças de precisão, mais de R$ 300 em notas pequenas e um caderno de contabilidade do tráfico, além de dois celulares roubados”, afirma.

A aprensão do entorpecente ocorreu no Residencial Sumatra, região leste da cidade. “A prisão e a apreensão da maior quantidade de drogas ocorreram em uma casa que foi invadida por criminosos. Peço aos moradores que denunciem este tipo de crime, porque a polícia retirar esses criminosos e colocá-los na cadeia”, garante

Quarenta líderes foram identificados

Ontem, em entrevista coletiva, o secretário de Segurança Pública, Wagner Mesquita, informa que foram identificados 40 líderes do PCC nas penitenciárias do Paraná.

"Essa operação demonstra a necessidade de que a atuação contra o crime organizado, especialmente com relação a essa facção que domina os presídios, seja feita de maneira integrada, passando inicialmente pela rede de informações, pela polícia atuante, pelo nosso sistema de inteligência dentro dos presídios, pela polícia preventiva que faz o trabalho ostensivo nas ruas e também pela polícia de investigação", afirma.

A investigação começou em agosto de 2014 no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) depois que os policiais apreenderam diversos cadernos com anotações e detalhes da atuação da facção criminosa no Paraná. Foram interceptadas, com autorização judicial, mais de 30 mil ligações.