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Polícia prende suspeito de abuso de criança de 5 anos

Cindy Annielli

| Edição de 15 de janeiro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Um homem de 31 anos foi preso nesta semana, em caráter temporário, pela suspeita de abusar de uma menina de cinco anos e contaminá-la com o vírus do HPV, doença sexualmente transmissível. A informação foi confirmada ontem pela delegada Iane Cardoso Nascimento, da Delegacia da Mulher de Apucarana. O autônomo Sérgio Luiz da Silva, que é padrasto da criança, já havia sido investigado por estupro de vulnerável em 2014. Apesar dos indícios levantados pela polícia, ele nega o fato.

Imagem ilustrativa da imagem Polícia prende suspeito de abuso de criança de 5 anos

A delegada passou a averiguar o caso no mês passado, quando o Conselho Tutelar registrou denúncia. De acordo com ela, o órgão foi comunicado pelo Conselho Tutelar de Presidente Prudente, em São Paulo (SP), município onde mora o pai da vítima.

“A criança foi passar as férias em São Paulo com o pai e reclamou de dores. O pai dela e a atual convivente verificaram que ela tinha verrugas no ânus e a levaram para o médico. Ela foi diagnosticada com condiloma acuminado, uma DST causada pelo vírus HPV que se não for tratado pode ocasionar câncer”, conta a delegada.

De volta à Apucarana, a menina foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) e exame confirmou a contaminação. A mãe dela, que está grávida do suspeito, não compareceu à delegacia para registrar boletim de ocorrência. Quando intimada a prestar depoimento, a mulher, que não teve o nome divulgado, chegou a acusar um adolescente de 14 anos, filho do suspeito de ter praticado o crime. O adolescente foi ouvido e negou que tenha abusado da criança.

No entanto, novas informações mudaram o curso da investigação. “Constatei que tanto a mãe quanto o suspeito dela faltaram com a verdade. Verifiquei que ele já havia sido investigado em 2014 por estupro de vulnerável. Também descobri que ele passou por tratamento de DST em outubro do ano passado, a mesma doença apresentada pela menor em novembro”, assinala a delegada.

Diante dos inícios a delegada decretou a prisão temporária do suspeito. A criança foi afastada do convívio familiar para evitar influência durante a avaliação psicológica. Desde o diagnóstico, ela vem sendo submetida a tratamento no Hospital da Providência.

“A vítima tem familiares, mas vai ficar em abrigo temporariamente até a conclusão da investigação”, informa.