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Potencial de consumo da região cresce 9,8% e supera os R$ 10 bi

Renan Vallim

| Edição de 04 de maio de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O consumo dos 27 municípios do Vale do Ivaí mais Arapongas deve movimentar cerca de R$ 10,2 bilhões até o final de 2017. A estimativa foi feita pelo estudo IPC Maps, da iPC Marketing, especializada em calcular o potencial de consumo brasileiro. O valor é 9,8% mais alto do que o divulgado pela pesquisa referente ao ano passado, quando o potencial da região ficou em R$ 9,3 bilhões.
Em Apucarana, o potencial de consumo ficou, de acordo com a pesquisa, em quase R$ 3,5 bilhões. O valor é 16,2% maior do que o registrado no ano anterior, que ficou em pouco menos de R$ 3 bilhões. O município apucaranense é responsável por 34% do potencial de consumo de toda a região e ficou na 11ª posição estadual, três acima do resultado obtido em 2016.
Em segundo lugar na região ficou Arapongas, com mais de R$ 2,9 bilhões. O valor é 12,6% maior do que os R$ 2,6 bilhões registrados em 2016. Cerca de 28,7% do potencial de consumo total da região fica em Arapongas. A cidade é a 16ª do estado, melhorando uma posição em relação ao ano passado.
A terceira cidade com maior potencial da região é Ivaiporã, com R$ 600 milhões. O valor ficou 2,6% abaixo do que os R$ 615 milhões do ano anterior. Por isso, a cidade perdeu dez posições no ranking estadual, indo do 54º lugar para o 64º.
De acordo com o economista do campus de Apucarana da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), Marcelo Vargas, um dos fatores para o aumento do potencial de consumo é o reajuste salarial. “Esse é o principal fator. Outros pontos que contribuem para essa alta são a liberação do FGTS para parte da população e também o ritmo de consumo das pessoas, que estão poupando menos”, diz.

BRASIL
Através da análise dos dados entre 2016 e 2017, o estudo IPC Maps mostra que o consumo nacional tem fôlego para atingir R$ 4,2 trilhões, embora se iguale aos níveis de consumo de 2011 quando comparados os valores sem considerar a inflação. Serão gastos R$ 300 bilhões a mais que em 2016, indicando crescimento real estimado em 0,42%.
Os 50 municípios do país com maior potencial de consumo são responsáveis por 40,25% do total brasileiro, o que equivale a a R$ 1,692 trilhão. A cidade de São Paulo (R$ 329 bi) permanece líder, seguida por Rio de Janeiro (R$ 177 bi), Brasília (R$ 91 bi) e Belo Horizonte (R$ 76 bi).
Curitiba (R$ 56 bi) é a sexta no ranking nacional, mas lidera o ranking estadual. Logo depois aparece Londrina (R$ 15 bi), Maringá (R$ 13 bi) e Cascavel (R$ 8 bi). O Paraná ocupa a quinta posição entre os estados, perdendo para São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.