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Poucas agências bancárias e muitas filas para os usuários

Da redação

| Edição de 11 de março de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O atendimento presencial nos bancos está virando um luxo para poucos. Seja com o argumento da crise ou da questão da insegurança, as grandes redes bancários estão reduzindo cada vez mais o número de agências. No ano passado, segundo dados do Sindicato dos Bancários, três agências foram fechadas na região. A dificuldade ao acesso bancário, entretanto, é uma realidade bem conhecida do Vale do Ivaí.
Dos 27 municípios da região, apenas 12 tem agência bancária. Os demais têm que se virar com canais de acesso alternativos aos serviços financeiros, como as lotéricas, os Correios, cooperativas de crédito ou estabelecimentos comerciais que atuam como correspondentes bancários, além dos postos de atendimento bancários (PABs). Nesses pontos, entretanto, a oferta de serviços é menor, há limite para saques e pagamentos de boletos e o usuário não tem a sua disposição toda a carta de serviços ofertados.
O encolhimento do número de agências bancárias, ressalte-se, não é uma realidade local. Pelo contrário, é uma tendência em todo o país. Dados do Banco Central (BC) apontam que o número de municípios sem qualquer agência bancária aumentou mais de 136% em apenas quatro anos. Ainda segundo os dados do BC, o número total de agências bancárias no Brasil caiu de 22.826 em 2015 para 22.547 no final do ano passado. Não foram só as agências que encolheram, seus quebra-galhos, os chamados correspondentes bancários, também reduziram. No final de 2016 eram 276,8 mil pontos, ante 293,8 mil em 2015.
E essa é uma tendência que deve se acentuar pelos próximos anos. Com o avanço do acesso da população a internet e a popularização dos smartphones, cada vez mais a população consegue resolver afazeres digitalmente. O que é ótimo, diga-se de passagem.
Contudo, quando é preciso atendimento presencial - e há um enorme leque de situações que não temos como escapar disso -, é que se percebe o imenso abismo da qualidade do serviço bancário. O incêndio que fechou a principal agência da Caixa de Apucarana em janeiro vem mostrando bem isso. Note-se que o banco tem uma segunda agência na cidade, o que não minimizou em nada o festival de filas a que os usuários foram submetidos nas últimas semanas. Ontem, por conta das contas inativas do FGTS, a fila dobrou o quarteirão.
O fato é que o brasileiro paga muito caro pelo atendimento que recebe. Os pacotes de tarifa de manutenção de contas são caros, os juros são abusos e o respeito ao usuário anda em falta. E com apenas quatro grandes bancos detendo 72,4% dos ativos do sistema bancário brasileiro há pouca margem para melhorias.