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Poucas cidades atingem meta de vacinação da pólio

Cindy Santos

| Edição de 14 de setembro de 2022 | Atualizado em 14 de setembro de 2022
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Após mais de um mês do início da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite, apenas cinco dos 17 municípios pertencentes a 16ª Regional de Saúde atingiram a meta de vacinação contra a paralisia infantil. Borrazópolis, Kaloré, Marumbi, Novo Itacolomi e Rio Bom conseguiram vacinar 100% do público alvo estimado (veja no infográfico). As menores taxas foram registradas em Faxinal (57,4%) e São Pedro do Ivaí (59,4%). Devido à baixa cobertura vacinal registrada em todo o país, o Ministério da Saúde prorrogou a campanha até 30 de setembro.

Município sede da regional, Apucarana atingiu ate ontem,60,57% da meta de vacinar 7.360 crianças com idade entre 12 meses e 5 anos incompletos, o equivalente a 4.457 doses. Para o secretário municipal da saúde, Emídio Bachiega, os números são favoráveis, mas é preciso uma maior conscientização dos pais para a cobertura vacinal chegar o mais próximo possível dos 95%, percentual recomendado pela Organização Mundial da Saúde para manutenção da erradicação da doença.

A vacina contra a pólio está disponível em 26 Unidades Básicas de Saúde de Apucarana desde o início da campanha. A prefeitura também já colocou o imunizante em outros pontos para ampliar a cobertura e estuda adotar novas estratégias. “Com o objetivo de aumentar a adesão a essa importante proteção à saúde de nossas crianças, no dia 3 de setembro realizamos a vacinação em 23 Centros Municipais Infantis. Iremos promover novas ações e estratégias para dar a oportunidade de um número cada vez maior de crianças sejam imunizadas”, informa o prefeito Junior da Femac.

Em Apucarana, a campanha de vacinação contra polio vai até dia 31 de outubro. 

ARAPONGAS

Até ontem Arapongas alcançou 62,2% da cobertura vacinal contra a paralisia infantil. O avanço também é resultado da vacinação de crianças nas CMEIs, estratégia adotada no mês passado e que tem ajudado a secretaria a chegar mais perto do público alvo. De acordo com o secretário de Saúde, Moacir Paludetto Junior, foram 600 doses aplicadas, mediante autorização prévia dos pais. O documento autorizando a imunização foi encaminhado pelos CMEIs.

“A adesão não foi como a gente gostaria, mas aos poucos os pais estão autorizando. Para gente já é uma vitória”, disse.

De acordo com Paludetto, a baixa cobertura da vacina é um problema nacional que causa preocupação devido ao risco da reintrodução da doença no país. O Brasil não detecta casos de poliomielite desde 1989 e, em 1994, recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem, em conjunto com todo o continente americano. A queda das coberturas vacinais no continente americano, entretanto, fez a OPAS listar o Brasil e mais cinco países da América Latina como áreas de risco para a volta da doença. 

“Existe um risco de reintrodução da doença, remoto, mas existe por conta da baixa cobertura vacinal registrada em todo o país. Pode acontecer igual o sarampo, que tivemos uma reintrodução”, comenta Paludetto.

O secretário não descarta a possibilidade de instalar uma barraca de vacinação na praça central do município para aumentar a cobertura vacinal e atingir a meta. Arapongas conta com onze pontos de vacinação durante a semana, de segunda a sexta-feira, sendo que três unidades atendem até às 20 horas: Pronto Atendimento 18 Horas Conjunto Palmares, 18 Horas do Conjunto Petrópolis e 18 Horas do Conjunto Flamingos.