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Preço da carne bovina tem queda de 13,3%

Cindy Santos

| Edição de 04 de fevereiro de 2020 | Atualizado em 03 de fevereiro de 2020

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Imagem ilustrativa da imagem Preço da carne bovina tem queda de 13,3%

Após alta de até 47% no fim do ano passado, o preço da carne bovina começou a recuar nos estabelecimentos de Apucarana e Arapongas. Pesquisa da Tribuna do Norte aponta queda de até 13,3%, em média, nos principais cortes.  

Em Apucarana as maiores reduções foram de 23,6% no preço do músculo e 20% no preço do coxão mole. A carne de segunda era vendida a R$ 24,9 e baixou para R$ 19, enquanto a de primeira custava R$ 32 o quilo e baixou para R$ 25,9. 
Se para o consumidor comum a diferença de preço varia em média R$ 6 por quilo aliviou o bolso, para quem precisa comprar o produto em grande quantidade para abastecer um estabelecimento gastronômico a queda é bem mais comemorada. É o caso da empresária Simone Porto, dona de um restaurante em Apucarana. Ela conta que no fim do ano passado, a alta nos preços da carne bovina prejudicaram muito os negócios e foi preciso subir o valor da refeição. “Foi preciso aumentar o preço, porém a movimentação não caiu, pois até por causa dessa alta para muitas pessoas compensa comer fora”, conta.
Agora com a queda, ela afirma que está conseguindo gastar menos com o produto, pois mesmo que pequena a redução faz grande diferença no valor total da compra para abastecer o restaurante.
“A carne é o produto mais caro que compramos para o restaurante, mas não pode faltar. Por isso pesquisamos na cidade e fora também buscando qualidade e o melhor preço”, comenta.  
Proprietário de um açougue, Pedro Bento Alves explica que o aumento do preço da carne vermelha no ano passado, foi influenciado pelas exportações para a China e também pelo reajuste que, segundo ele, sempre ocorre no fim de ano. 
“O que inflacionou a carne foi a grande procura da China pelo produto brasileiro. Além disso, com as festas de fim de ano é comum ter um aumento de 10% no preço. É a lei da oferta e da procura. Se tem muita procura, automaticamente o preço sobre”, explica. 
Alves trabalha no ramo há trinta anos e avalia que dificilmente o preço da carne bovina cairá muito. “Dificilmente voltará a ser o preço de antes. Estamos pagando R$ 210 na arroba do boi. Não repassamos todo o valor que subiu, pois não conseguiremos trabalhar com a concorrência dos mercados”, conta. 
De acordo com o proprietário de outro estabelecimento do ramo Denilson Pereira de Castro, o preço caiu por causa da baixa procura, que segundo ele é típica em começo de ano. “Os preços caem no comércio em geral, pois os moradores viajam o que afeta o movimento dos açougues. Então a tendência é abaixar, porque a carne tem prazo de validade”, observa. 
Segundo o açougueiro, a variação de preços do produto dificulta a comercialização e aguça a concorrência. “É complicado, porque a carne que eu vendo é fresca e de qualidade, tem mais sabor. Quem comercializa carne embalada consegue vender mais barato. E não tenho como vender mais barato se não a gente não lucra”, comenta.