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Prefeitura prorroga prazo para uso de lojas na rodoviária

Renan Vallim

| Edição de 01 de fevereiro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Os comerciantes que ocupam os boxes do Terminal Rodoviário Interestadual João Batista Boscardin Filho e também do Terminal Urbano de Transporte Coletivo poderão ficar mais alguns meses nos locais. A Prefeitura de Apucarana, que havia dado prazo de até anteontem para a desocupação dos espaços, postergou esse tempo por conta de questões burocráticas. Na rodoviária, os lojistas poderão ficar até março deste ano. Já no terminal urbano, o uso dos espaços vai até julho.

O procurador-geral do município, Paulo Vital, explica que a prorrogação foi necessária para dar mais tempo para o poder público acertar todos os detalhes nos dois locais. “Na rodoviária, estamos finalizando o edital para a cessão dos espaços. Está sendo feita uma avaliação das salas para que um preço justo seja fixado para cada uma. Já no terminal, dependemos do envio de recursos federais, que irão custear a reforma. Essas verbas ainda não chegaram”. 
Segundo ele, o projeto para o terminal urbano ainda não está totalmente pronto porque depende do montante que será destinado ao município pela União. “No caso da rodoviária, acredito que o prazo não deva ser estendido novamente. Já quanto ao terminal, estamos na dependência dos recursos”, diz Vital.

Imagem ilustrativa da imagem Prefeitura prorroga prazo para uso de lojas na rodoviária

O prazo foi dado aos lojistas dos dois espaços em maio passado. Até março de 2017, a rodoviária da cidade era gerida por uma empresa particular, que comercializava os pontos comerciais no local. Com a prefeitura assumindo a administração do prédio, as lojas precisam ser licitadas, conforme manda a legislação.
Já no caso do terminal, a desocupação dos espaços tem como objetivo realizar melhorias no local. Uma grande reforma está prevista no local, amparada pelo Plano Municipal de Mobilidade Urbana, e que será fundamental para a licitação do transporte coletivo da cidade. A empresa que vencer a concorrência irá também administrar o local. O edital de licitação já foi anunciado em dezembro e está prestes a ser publicado.
Há cerca de 25 anos com uma loja na rodoviária, Antônio Alves de Souza afirma que há uma certa ansiedade dos lojistas para saber o que irá acontecer. “Pretendo participar da licitação e continuar por aqui. Se eu não ganhar, paciência. Ainda não pensei se irei para outro lugar. Vamos ver o que vai acontecer”, diz ele.
Já a lojista Maria Chemouni, cuja família está há 57 anos no terminal urbano, afirma que a incerteza tem sido prejudicial. “Eu estava certa de que teria que sair daqui e, por isso, me antecipei e aluguei uma sala na Rua Ponta Grossa. Agora, nos deixaram ficar por mais seis meses. Não sei o que faço agora. Esta loja é a minha vida”.
O terminal urbano é ocupado por 85 lojistas e prestadores de serviço, além de 80 produtores e expositores da feira. Já a rodoviária tem hoje cerca de 10 lojistas. Medida não deve afetar guichês de venda de passagens.