Mais uma tentativa de fuga na cadeia da 54ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) de Ivaiporã foi frustrada pela Polícia Civil e agentes de cadeia ontem (9). Os presos cavaram um túnel que dava acesso a sala de autópsia do Instituto Médico Legal (IML), prédio vizinhos da delegacia que fica na Rua Emilio de Menezes. A escavação já tinha chegado ao instituto quando a polícia entrou na unidade para operação bate-grade. Esta foi a primeira tentativa de fuga na unidade em 2018. No ano passado, foram quatro tentativas, todas elas através de túneis.
A carceragem tem capacidade para 32 internos e há vários anos encontra-se superlotada, com aproximadamente 150 presos.
De acordo com o delegado Gustavo Dante, o buraco de saída foi descoberto ontem (9) no solário da carceragem, durante operação de fiscalização. Por conta da superlotação da cadeia, a polícia solicitou apoio da Seção de Operações Especiais (SOE), de Londrina. “Há alguns dias recebemos algumas informações dos agentes de cadeia, que durante a noite estaria havendo muita movimentação dentro da carceragem. Pedimos apoio ao SOE, e hoje (ontem) pela manhã foi feito um bate grade, onde se localizou o buraco no solário”, relata.
Após a localização do túnel foi feita uma busca aos possíveis locais de fugas. “Na sala de autópsia do IML percebemos um determinado local onde o pisto estava oco. Com uma furadeira acabamos encontrando o túnel. Já estava tudo pronto para a fuga, só aguardavam um melhor momento para fugirem” esclarece Dante.
O delegado acredita que caso a intervenção demorasse mais um dia, diversos detentos teriam escapado. “Temos noticiado às autoridades sob esse fato que se tornou corriqueiro aqui em Ivaiporã. A única solução é a transferência dos presos condenados, aí sim poderemos fazer a reforma da cadeia e amenizar essa situação” afirma Dante.
Pelo menos 12 agentes do SOE trabalharam na contenção dos detentos, para vistoria e concretagem do túnel. Foram oito metros cúbicos de concreto usinado para a obstrução do buraco.
Desde o ano passado, o Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) se propõe a reformar a cadeia, colocando maior reforço no piso exatamente para minimizar o risco de fuga. Contudo, apesar de parte do material de construção ter sido adquirido, a cadeia nunca foi suficientemente esvaziada para que a obra pudesse ser realizada. (IVAN MALDONADO)