O Procon de Apucarana está investigando a situação dos postos de combustíveis no município. A ação é motivada pelo alto número de pessoas que procuraram o órgão reclamando dos preços da gasolina praticados na cidade. Os consumidores questionam, o valor do combustível em Apucarana, cuja média de preços praticados é bem superior à média das outras cidades da região. Caso o Procon encontre discrepâncias nos preços, os postos poderão ser notificados para prestar esclarecimentos.
Muitos motoristas apucaranenses reclamam dos preços praticados na cidade, como o representante de vendas Valdir Candioli. “Vou para outras cidades, principalmente Londrina, e percebo preços bem menores do que os praticados por aqui. Não entendo como pode ser tão cara a gasolina em Apucarana”, diz. A dona de casa Márcia Oliveira concorda. “O jeito é usar menos o carro. A gasolina nesse preço complica para os motoristas, principalmente os que rodam muito”.
De acordo com levantamento realizado na última semana pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), órgão do Governo Federal, o preço é mesmo mais alto. Na lista, a média de preços da gasolina em Apucarana é a maior entre os maiores municípios da região: R$ 3,79, com preços variando entre R$ 3,65 e R$ 3,89. Em segundo lugar aparece Maringá, com média de R$ 3,75, com preços entre R$ 3,68 e R$ 3,79.
Em Arapongas, a média é de R$ 3,68, com preços entre R$ 3,59 e R$ 3,89. Os preços mais baixos encontram-se em Londrina, que possui média de R$ 3,51, com valores entre R$ 3,33 e R$ 3,79. A média da gasolina de Apucarana é R$ 0,28 mais alta do que a de Londrina.
Respondendo pelo Procon, o procurador-geral da Prefeitura, Paulo Vital, explica que várias reclamações chegaram até o órgão. Todas elas estão sendo consideradas. “O trabalho junto aos postos ainda se encontra no início. Estamos realizando levantamentos preliminares de preço para avaliar se existem mesmo valores acima dos praticados em outras cidades da região. Esse trabalho deve ser finalizado em 10 dias”, explica.
Segundo ele, a ideia da investigação é entender como funciona o mercado de combustíveis na cidade. “Como todo ramo econômico, o setor de postos de combustíveis é complexo e exige uma análise mais ampla. Se houver indícios de algum problema nos preços, todos os postos da cidade poderão ser notificados. Eles serão convidados a prestar esclarecimentos sobre a situação”, destaca.
OUTRO LADO
Os representantes dos postos de gasolina em Apucarana confirmam que o preço dos combustíveis na cidade é mais alto. Gerente de um estabelecimento local, Orestes Bobeki afirma que o custo operacional dos postos apucaranenses acaba influenciando no preço. “Temos várias despesas e a margem de lucro é pequena. Além disso, o frete para trazer o produto até o posto impacta bastante. Recebemos combustível de Londrina e de Araucária”, diz.
Já Wellington Kreb, proprietário de um posto na cidade, acredita que a disputa entre postos de Londrina faz com que o preço caia naquela cidade. “Está havendo uma verdadeira batalha entre os estabelecimentos londrinenses, que estão cortando o lucro e baixando muito o preço. Alguns postos lá estão inclusive fechando as portas. Não há como competir com os preços que eles praticam”.