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​Produtores café de Grandes Rios aprendem degustação ​

Agência Estadual de Notícias

| Edição de 21 de setembro de 2017 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Cafeicultores de Grandes Rios, no Vale do Ivaí, aprendem a classificar e degustar a bebida para identificar defeitos, corrigir processos de produção e colheita e, assim, melhorar a qualidade do produto. Com isso, conseguem mais mercado e melhor preço.

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A capacitação é uma das ações ofertadas pelo Instituto Emater, dentro de uma estratégia do Governo do Estado de melhorar a competitividade da produção agropecuária paranaense. “O governo trabalha para identificar potencialidades que podem ser exploradas e que assegurem mais produtividade e renda ao homem do campo”, afirma o secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara.
Até agora, 70 agricultores passaram pelo curso. “Quando produtor conhece os defeitos do café e o quanto isso interfere na qualidade da bebida, ele pode trabalhar melhor tanto a colheita como o preparo do grão. Isso vai resultar em um produto de melhor qualidade e preço mais interessante”, explica Nelson Menoli Sobrinho, engenheiro agrônomo do Emater.
Segundo Menoli, que é classificador e degustador oficial do Ministério da Agricultura e ministra o curso, a capacitação ajuda a melhorar a qualidade das safras e o fornecimento ao mercado de um produto diferenciado e com maior valor agregado. “Os agricultores passam a perceber a diferenciação nos padrões de qualidade do grão, os defeitos na classificação física do café que vão surtir efeito no resultado final do produto”, explica.
A cultura do café é a principal atividade da agricultura no município. São 350 famílias de agricultores dedicados a atividade, 95% delas pequenos produtores. A área plantada é de 1,76 mil hectares com produção anual média de 57 mil sacas beneficiadas. Em 2013, a área era de 3 mil hectares com produtividade anual de 67 mil sacas. De acordo com os dados da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, o município aparece como sexto colocado em área de café no Estado do Paraná.
O agrônomo Nelson Menoli Sobrinho diz que as visitas técnicas, cursos, encontros e eventos promovidos pela Emater são essenciais para dobrar a produtividade nas lavouras do município e também para auxiliar os agricultores a investirem na produção de cafés de excelente qualidade. “De 2013 a 2017 houve uma diminuição na área plantada, mas conseguimos aumentar a produtividade e ganhar no preço do produto mesmo com a diminuição dessa área”, afirma.

Curso ajuda na produção de grãos especiais

O produtor Rogério Aparecido Pirolo participou da capacitação de classificação e degustação de café. Ele cultiva o grão numa área de 25 hectares, com uma média de produção anual de 30 sacas por hectare. Segundo o agricultor desde que aprendeu a degustar e classificar o café passou a conhecer o perfil do seu produto e já fez mudanças no processo de produção.
“A partir do curso eu aprendi que para produzir um lote de grãos especiais é preciso prestar atenção desde a catação, quando tiramos o café do pé. Até no próprio cheiro do grão no terreiro, sua fermentação, dá pra identificar o que está acontecendo com o grão. Antes a gente não tinha noção do que era um café inferior ou superior e hoje eu sei identificar se o café é de boa qualidade ou não”, afirma o produtor. “Isso é um diferencial porque agora eu sei o valor do meu produto”, conta Pirolo.
CONCURSOS - Os agricultores da região começaram a conquistar boa colocação no Concurso Café Qualidade Paraná. Na edição de 2012, o segundo lugar na categoria Micro Lote da Agricultura Familiar; em 2013, terceiro lugar também na categoria Micro Lote; e em 2015, quarto lugar na Categoria Natural.