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Professor da UEM se une a alunos para criar dispositivo de desinfecção

DA REDAÇÃO

| Edição de 25 de agosto de 2020 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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O dispositivo que se assemelha a um armário, mas que mais que guardar alimentos e objetos pode ser usado para desinfetá-los utilizando luz ultravioleta. O aparelho, que ainda é um protótipo, mas está quase pronto para ser colocado em prática foi desenvolvido por dois cientistas do Vale do Ivaí.

O projeto é dos amigos Wanderley Dantas dos Santos, bioquímico e professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que mora em Califórnia, e de David Luiz da Silva, estudante engenharia mecatrônica e maquinista, morador de Marilândia do Sul.
Com ajuda de um outro amigo, o bombeiro Francis Benassi, os dois investiram recursos próprios para criar o aparelho ainda chamado de ‘fotolizador’, mas que deve ganhar outro nome. A intenção é oferecer algo com baixo valor de mercado e que pode com a higienização e prevenção de doenças, uma demanda em crescimento durante a pandemia de coronavírus.
“Usamos luz UVC, ultravioleta, e criamos um gabinete em que é possível tirar a lâmpada para fora, com sensor de presença e sensor na porta e que usa luz para quebrar DNA de micro-organismos”, detalha Wanderley. Segundo ele, além de desinfetar objetos dento do dispositivo, a lâmpada externa possibilidade desinfeção de ambientes.
O projeto foi desenvolvido em quase dois meses. “Pode descontaminar compras, objetos, máscaras, tênis. Pode descontaminar ambientes de até 20 metros quadrados, o que levaria, em média, 15 minutos, a água, o ar do ambiente. Vamos trabalhar em uma versão menor para uso doméstico, quase no tamanho de um micro-ondas, que a dona de casa pode facilmente colocar as compras para higienizar em um processo que levaria menos de cinco minutos” explica o estudante David.
Segundo os idealizadores do projeto, não existe nada parecido no mercado. “Não tem nada parecido, queremos lançar em hospitais, empresas, indústrias, bancos, onde circula um grande número de pessoas. Nosso objetivo é dar uma contribuição para que o produto possa ajudar, principalmente em áreas de pesquisas, áreas médicas, onde tem um perigo grande de contaminação”, finaliza.