Após assembleia finalizada no início da noite de ontem, professores do campus de Apucarana da Universidade Estadual do Paraná (Unespar) aprovaram a greve na instituição. Com isso, a categoria adere à greve dos servidores estaduais, que tem duração indeterminada.
A paralisação foi adotada de maneira imediata e seguiu a diretriz adotada pelos professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL), que estão sob o mesmo sindicato dos professores da Unespar de Apucarana.
A categoria deve se reunir novamente na próxima semana para reavaliar a posição e pode por fim à greve caso haja entendimento com o Governo Estadual, que apresentou ontem proposta para retirar emenda que congela data-base dos servidores (ver matéria acima). As aulas já ficaram interrompidas desde esta segunda-feira (17).
Os professores e demais servidores estaduais reivindicam o cumprimento do acordo do governo, feito para dar fim à última greve dos professores, em junho de 2015. Na época, o governo prometeu que as perdas provenientes da inflação de 2016 seriam pagas em janeiro de 2017. No entanto, o Executivo argumenta não ter capacidade de fazer o pagamento.
“Em 2015, já tivemos perdas de cerca de 7%, além dos R$ 8 bilhões do fundo de pensão, que é retirado do nosso salário. Além disso, as universidades estão trabalhando com recursos escassos e com necessidade de novas contratações. Uma universidade sem recursos adequados é impossível”, afirma o professor Antônio Marcos Dorigão, que é um dos coordenadores da paralisação. (RENAN VALLIM)
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