Professores e funcionários da rede estadual de ensino protestaram na manhã de ontem em várias cidades do Paraná contra o salário anunciado pela Secretaria de Estado da Educação (SEED) para a contratação de professores, pedagogos e tradutores e intérpretes de Libras através do Processo de Seleção Simplificado (PSS) no ano que vem. Em Apucarana, professores estiveram na porta do Núcleo Regional de Educação (NRE). Em Curitiba, representantes da categoria foram recebidos pelo chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni após a invasão do Palácio Iguaçu por sindicalistas.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato), os vencimentos apresentam redução de 13% a cada hora trabalhada em relação às últimas contratações.
Atualmente, um professor em início de carreira recebe R$1.415,70 para o período de 20 horas/aula semanais. Para 2018, o governo anunciou na última sexta-feira (15) que pagará R$1.227,70, ou seja, uma redução de R$188,10.
O governo destaca que nos últimos sete anos, a remuneração dos professores temporários teve crescimento de 64%. Em 2010, um profissional contratado pelo PSS recebia R$ 2.001,87 para uma jornada de 40 horas. Para 2018, o edital do exame de seleção prevê remuneração de R$ R$ 3.281,20 para a mesma carga horária. Nos dois casos, a remuneração total agrega o auxílio-transporte.
Ontem, Rossoni afirmou que não há como aumentar o orçamento. “Estamos falando em um custo adicional de R$ 180 milhões e o governo precisa agir com a responsabilidade de quem tem que pagar. A única forma de reajustar os vencimentos dos professores temporários, ou autorizarmos gastos extras, será através de remanejamentos no orçamento da Educação”, disse Rossoni. Uma nova reunião deve ser realizada hoje.
APUCARANA
Em Apucarana, professores fizeram um protesto em frente ao NRE. “É um absurdo este valor. Professores e funcionários de escola já recebem os mais baixos salários do serviço público no Estado. É inadmissível que esses educadores recebam menos para exercer as mesmas atribuições e compromissos com o dia a dia da escola”. afirma Edmílson Rodrigues da Silva, professor de Apucarana e representante de base da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), órgão à qual a APP-Sindicato é vinculada. (RENAN VALLIM E AEN)