Desde março deste ano, vinte e sete profissionais participam de três programas de residência na Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana. São três participantes em Enfermagem e Obstetrícia, seis em Saúde Mental e dezoito em Atenção Básica, sendo três enfermeiros, três educadores físicos, três fisioterapeutas, três psicólogos, três dentistas e três nutricionistas. Em cinco meses de autuação, o Programa de Residência Multiprofissional tem contribuído para avanços na prestação do serviço tanto para os profissionais, que têm a oportunidade de conhecer a teoria na prática, quanto aos pacientes, que recebem um atendimento diferenciado.
Para a coordenadora do Programa de Residência Multiprofissional, Francieli Smanioto, a Residência Multiprofissional tem evoluído e conseguido cumprir com o objetivo de formação de profissionais críticos e propositivos, estimulando o trabalho em equipe multiprofissional. “Desta forma propicia o contato com a realidade do processo de trabalho em saúde e com o ideal discutido pela teoria. É uma oportunidade de aproximar o real do ideal dentro das possibilidades locais”, acredita.
Francieli observa ainda que os profissionais que atuam na no programa contribuem com a melhoria do atendimento da rede. “A atuação desses profissionais tem ampliado o número de atendimentos na rede de atenção à saúde do município, melhorando o acesso e contribuído com a melhoria da qualidade dos serviços, além do aperfeiçoamento profissional das equipes”, sublinha.
Na avaliação da coordenadora, uma das vantagens do programa para os residentes é permite o acesso a uma especialização na modalidade lato sensu, com ênfase na interação ensino-serviço-comunidade. “Também aprimora a atuação prática, com ênfase na atuação no Sistema Único de Saúde, sob a assistência de profissionais da rede e de um corpo docente, subsidiados durante os dois anos com uma bolsa financiada pelo Ministério da Saúde”, diz.
Já para a Saúde Municipal, segundo ela, permite uma ampliação dos atendimentos individuais e em grupo. “Uma ampliação de ações de educação permanente e educação popular em saúde, com ênfase na melhoria da qualidade e resolutividade, o que tem impacto direto na melhoria do atendimento ao usuário da rede de atenção e na satisfação dos mesmos”, afirma.
O programa direciona todos dos profissionais para atendimentos em unidades básicas de saúde, Consorcio Intermunicipal de Saúde (Cisvir), Casa da Gestante e Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil.
Participantes avaliam que a formação é diferenciada
Dos vinte e sete residentes, alguns de outros municípios, um exemplo é a psicóloga Tamara Zambaldi Barduco, de Ibiporã, que está há seis meses morando na cidade e atua no Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil. “Diferentemente de outras formações de pós-graduação, a carga horária prática é o grande diferencial. A possibilidade de conhecer o dia a dia dos serviços e atuar diretamente com os usuários do serviço é uma oportunidade significativa de aprendizado. Trata-se de uma formação humanizada”, pontua.
Assim como Tamara, a enfermeira Karina Ferreira trabalhava em Ibiporã veio a Apucarana para fazer Residência em Atenção Básica e também acredita que o processo de aprendizado é diferenciado. Ela que atua nas unidades de básicas de saúde avalia que a descentralização do pré-natal tem proporcionado uma aproximação maior das gestantes com os profissionais, o que faz com que o acompanhamento seja maior, inclusive durante a puericultura.
Outra profissional que participa do programa é a enfermeira Sabrina Kuniczki Martins, que integra a equipe de residentes em Obstetrícia. Diferente das colegas, sempre morou no município e explica o motivo que levou a aderir à proposta da residência a uma nova pós-graduação. “A residência nos insere num cenário de prática enquanto profissional em formação, dando a oportunidade de aprender e se aperfeiçoar no cotidiano das instituições, além de beneficiar o usuário do sistema de saúde, que é a parte mais importante de todo esse processo”, avalia.