A Prefeitura de Arapongas está incentivando a implantação de hortas comunitárias na cidade. A concessão de vantagens para quem cultiva alimentos em área urbana já era prevista em lei municipal, que deve receber algumas alterações. O município tem pelo menos três projetos em funcionamento e a prefeitura está viabilizando mais um.
De acordo com o secretário de Agricultura, Serviços Públicos e Meio Ambiente do município, Luiz Gonzaga Pereira, os estudos para revisar a lei foram iniciados em meados de abril após a implantação de duas hortas comunitárias no Residencial Piacenza e outra no conjunto Arapongas 5.
“Ao financiar dois conjuntos habitacionais em Arapongas, a Fundação Banco do Brasil queria dar um ‘presente’ aos moradores. A opção escolhida pelos próprios moradores foi a implantação de duas hortas comunitárias. Como já existia o projeto, a prefeitura resolveu viabilizar as hortas. Foi neste momento que percebemos que a lei precisava de melhorias”, destaca.
Segundo ele, a lei existente não definia com exatidão a participação do poder público nas hortas. “Acreditávamos que o poder público precisava se envolver mais no projeto, principalmente em seu início e ir se afastando aos poucos, à medida em que os cidadãos vão se organizando.”, conta.
O novo projeto de lei foi lido na última sessão da câmara e será votado no próximo encontro dos vereadores, na semana que vem. Além das duas hortas citadas acima, a prefeitura está atualmente abrindo um novo espaço, junto à Santa Casa de Arapongas. “Estamos utilizando como modelo uma horta que já existe há 20 anos no Conjunto Ulisses Guimarães, que apresenta excelentes resultados”, conta o secretário.
SUPORTE
O projeto prevê a implantação das hortas comunitárias em áreas públicas municipais e em área de utilidade pública não utilizada. O fornecimento de mudas de plantas, adubo, maquinário, assistência técnica e até água para irrigação é de responsabilidade da prefeitura.
As hortas também devem ser livres de agrotóxicos e manter vínculos com as associações de moradores locais. Os participantes decidem o destino dos alimentos, que podem ser consumidos, doados ou vendidos. Cada horta comunitária tem um coordenador, eleito a cada dois anos.
Fátima Aparecida de Abreu é vendedora e coordenadora de uma das hortas comunitárias, no Residencial Arapongas 5. No local, os moradores cultivam alface, almeirão, couve, cebolinha, salsinha, entre outros alimentos.
“A horta, além dos produtos cultivados, funciona como uma terapia. Trabalhar na terra é muito importante para nós. Já estamos inclusive comprando novas mudas para continuar a cultivar as hortaliças”, ressalta.