A partir de junho, 65 crianças e adolescentes, de 7 a 14 anos, atendidas pelo Centro de Desenvolvimento Humano Casa do Caminho (Edhucca) vão ter o prazer de participar de oficinas de violão, viola caipira e flauta. As aulas serão possíveis graças ao projeto “Atividades Culturais do Edhucca”, que foi aprovado pelo Programa de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná (Profice). O projeto, de autoria do gestor cultural Rogério Carnasciali, foi aprovado com a terceira melhor nota. Ao todo foram inscritas mais de 1,4 mil iniciativas, mas apenas 174 foram aprovadas.
De acordo com o presidente do Edhucca, Maurício Rawski de Paula, a instituição vai receber R$ 223 mil para execução do projeto, que inclui compra dos instrumentos musicais, material, pagamento de professor, lanche e uniforme para apresentação dos alunos. As aulas vão acontecer três vezes por semana em diferentes horários.
“O objetivo é que todos participem das oficinas de música”, sublinha Maurício. Ele lembra que atualmente o centro já oferta oficinas de violão e flauta, mas o projeto vem para ampliar a atuação.
Maurício explica que o trabalho do Edhucca não atende somente crianças e adolescentes em estado de vulnerabilidade social, mas toda a família. “Temos oficinas voltadas para as crianças e adolescentes, mas os pais também participam de atividades. Temos o Clube das Mães e o Clube dos Pais”, afirma. Durante o encontro do Clube das Mães é ensinado atividades que possam contribuir com a renda família. Já no Clube dos Pais, que também tem a participação das mães, o foco é a prevenção do uso de drogas e outros problemas sociais.
Carnasciali comenta que um dos fatores que contribuiu para a aprovação do projeto é a credibilidade do Edhucca, que atua no atendimento social desde 2001. Na unidade são oferecidas ainda aulas de culinária, kung fu, prevenção às drogas, reforço escolar, artesanato, informática, futebol, entre outras atividades.
Maurício ressalta que a aprovação do projeto, que terá duração de um ano, abre a oportunidade para a sociedade participar também. “As empresas que geram ICMS próprio podem destinar 3% a projetos do Profice sem ter ônus”, diz.