O Colégio Platão de Apucarana, juntamente com a sorveteria Ula-Ula, realizou um projeto para incentivar a ética entre os alunos. O projeto, chamado Sorvete Cidadão, coloca os estudantes como responsáveis pelo pagamento de sorvetes consumidos no intervalo das aulas, sem que haja supervisão. A ação também aconteceu nos colégios Evolução e Mater Dei.
No projeto, os alunos das instituições de ensino poderiam comprar sorvetes nos intervalos das aulas ao custo de R$ 2. Contudo, não havia ninguém para receber o dinheiro ou vigiar os sorvetes. Além de debater ética de forma prática, o projeto incentivou a solidariedade, uma vez que os recursos obtidos durante o experimento foram destinados à caridade.
Os alunos participaram de palestras sobre ética e honestidade. O freezer com os sorvetes foi colocado em local de acesso dos alunos e pagamento era feito em uma pequena urna sem supervisão.
“A ideia do projeto é desenvolver a ética dos alunos. Com a situação em que o país se encontra, muitos maus exemplos são dados diariamente. Felizmente, a adesão dos jovens foi fantástica”, afirmou o diretor do Colégio Platão, Osvaldo Massagi Ohya.
Coordenadora pedagógica do Colégio Mater Dei, Sandra Lazarini afirma que a adesão dos alunos foi excelente. “O projeto é importante para mostrar para as crianças o que é ser um bom cidadão. É fazer com que elas entendam que roubar um picolé e roubar R$ 1 milhão é a mesma coisa. A ética está nas pequenas coisas”, destaca.
Ionara Bacarin, proprietária da sorveteria Ula-Ula, falou sobre a importância do projeto. “Queremos que o espírito de honestidade seja desenvolvido nas pessoas desde pequenas. Isto é o que fará a sociedade melhor”.
Os estudantes tiveram acesso aos sorvetes durante uma semana. Durante este tempo, foi arrecadada a quantia de R$ 4.096, que será utilizada para a aquisição de placas de energia solar para o Lar Sagrada Família, de Apucarana. As placas fotovoltaicas devem reduzir em pelo menos 50% a conta de luz da instituição. Como o equipamento possui custo total de aproximadamente R$ 15 mil, empresários da cidade, a maioria pais de alunos dos colégios participantes, se dispuseram a doar o restante do dinheiro.