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Projetos somam R$ 113 mi de investimentos na zona sul

Renan Vallim

| Edição de 27 de novembro de 2015 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Dois novos parques industriais, sendo um particular e outro público, além de dois novos conjuntos habitacionais que totalizam 1,5 mil casas, colocam a região sul de Apucarana acomo um dos principais focos de crescimento da cidade. Os investimentos que, somados ultrapassam R$ 113 milhões, trazem também a promessa de desenvolvimento, com a inclusão de aparelhos públicos para atender as necessidades da população.

Imagem ilustrativa da imagem Projetos somam R$ 113 mi de investimentos na zona sul

Na última semana, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) autorizou a construção do Loteamento Industrial da Juruba. A estruturação da chamada Cidade Industrial vai acontecer em etapas, subdividindo a área de 550 mil metros quadrados em lotes de 1.000 a 1.500 metros. Na primeira etapa será feito o arruamento e abertura de 66 lotes.

Nesta fase inicial, o Município deverá investir cerca de R$ 2 milhões de recursos próprios. Até o final serão necessários cerca de R$ 8 milhões. O loteamento deverá gerar, quando estiver totalmente implantado, entre 5 mil e 7,5 mil empregos. O local fica na estrada Água da Juruba, onde havia fazenda de mesmo nome.

O novo parque industrial será o segundo voltado a empresas na região. No Contorno Sul, a poucos metros do viaduto de ligação com a BR-376, um novo condomínio fechado para empresas está em estágio avançado de construção. O Condomínio Green Cap possui 500 mil m² e deve ser inaugurado em 2016.

“Essa é uma região liberada para crescer e, por isso, tem recebido cada vez mais atenção. É muito importante investirmos nos bairros, sobretudo aqueles que ficaram por muito tempo esquecidos, como é o caso de alguns na região sul da cidade”, frisa o prefeito Beto Preto (PT).

O local leva vantagem por estar na Bacia do Rio Tibagi, onde as leis ambientais permitem uma maior flexibilidade de projetos industriais. “É uma área estratégica, pois pode receber qualquer tipo de empreendimento. Por isso, investir ali é muito importante”, ressalta o prefeito.

Além dos dois parques, a região recebe empreendimentos habitacionais. Um deles é o Residencial Fariz Gebrim, com 911 unidades do Programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal. Também nas proximidades será construído o Jardim Barcelona, com capacidade para 591 unidades habitacionais. Ambas tem investimento previsto de R$ 105 milhões.

Ainda está previsto para o Residencial Fariz Gebrim a construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e uma escola municipal para atender a toda a região. Recentemente, o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) do ‘Adriano Correia’ foi duplicado.

Bairros vizinhos na expectativa

No total, a região receberá 1,5 mil novas moradias, aumentando em cerca de 6 mil pessoas a população da região. Essa situação anima moradores do bairro mais próximo dos novos empreendimentos: o Núcleo Habitacional Adriano Correia. Construído em meados dos anos 70, o núcleo não sofreu grandes mudanças estruturais desde então. No entanto, as novas casas e possíveis novas empresas que irão se instalar ao redor do bairro trazem também esperança aos moradores.

“Acredito que teremos mais oportunidades à medida que o bairro vá se tornando maior, mais movimentado, por conta dos novos loteamentos. Acho que será bom para todos”, avalia Maria Aparecida dos Santos, dona de casa que mora há 13 anos no ‘Adriano Correia’.

O comércio também comemora. “Com mais gente morando nos arredores, com certeza teremos mais clientes. Isso é bom, porque traz mais riqueza para a população local”, afirma Carlos Paiva, morador do bairro há 28 anos e dono de um pequeno mercado há 17.

Segundo Antônio Bertoli, proprietário de uma imobiliária em Apucarana, investimentos maciços em residenciais e parques industriais valorizam a região. “Todo investimento em infraestrutura proporciona uma valorização em cadeia da região, estimulando novos investimentos e fazendo a área em questão crescer”, diz.

No entanto, ele faz uma ressalva. “Todo investimento urbano deve ser feito de maneira completa. É preciso, ir além. Não apenas levar casas ou indústrias, mas também oferecer um suporte para a Saúde, a Educação, o Comércio ou saneamento básico”, afirma.