Bandidos explodiram uma agência da Cooperativa Sicredi na madrugada de ontem em Kaloré. De acordo com informações da Polícia Civil, dois suspeitos foram ouvidos e um deles foi preso nesta manhã. O prédio onde ficava a agência ficou completamente destruído.
Moradores das proximidades relataram a movimentação dos bandidos pouco depois das 2 horas da manhã. Entre quatro e seis homens armados com fuzis e pistolas fizeram o vigilante da agência refém e efetuaram quatro explosões. A ação durou menos de 10 minutos.
Os bandidos fugiram em um carro de cor branca ainda não identificado. Eles ainda atiraram várias vezes, sobretudo em direção ao destacamento da polícia, como forma de intimidação.
“Moro a duas quadras da agência e acordei com as explosões. Mesmo com a distância, as janelas da minha casa vibravam a cada explosão. Além do mais, moro atrás da delegacia e podia ouvir os zunidos das balas. Foi desesperador. Todos os vizinhos começaram a gritar. Um verdadeiro caos. Foram minutos de terror”, disse Marcos Junqueira, sócio-proprietário de um posto de combustíveis em Kaloré.
Diarista e também moradora de Kaloré, Maria Aparecida Pontes conta que a cidade manteve o clima tenso ao longo de todo o dia. “Kaloré sempre foi uma cidade tão tranquila. Ninguém espera que algo assim possa acontecer. Acho que por isso a gente fica ainda mais chocado. Está todo mundo apavorado ainda”, disse ela na tarde de ontem.
A explosão causou muita destruição no prédio da cooperativa. O Corpo de Bombeiros ainda não realizou perícia no local mas, de acordo com a Polícia Civil e também com testemunhas, o prédio teve a vigas comprometidas com as explosões.
De acordo com o delegado de Jandaia do Sul, Adílson José da Silva, os bandidos ignoraram os caixas eletrônicos da agência. “Eles levaram o conteúdo que estava dentro do cofre da agência. O valor levado não foi informado pela empresa ainda”, afirma.
Segundo ele, dois suspeitos já foram ouvidos e um deles, por ter indícios de participação na ação, foi preso em Mandaguari.
“Estamos esperando as imagens das câmeras de segurança da agência, que servirão para sabermos quantos bandidos participaram da ação. Todos usavam capuz e luvas, então vai ser difícil identificá-los através dessas imagens. Estamos realizando uma investigação através de outros meios, em parceria com outras forças policiais”, destaca o delegado.