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Quadrilha de assaltantes assusta ciclistas em Arapongas

Cindy Annielli

| Edição de 07 de janeiro de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Os assaltos recorrentes na ciclofaixa paralela à linha férrea de Arapongas estão preocupando ciclistas e autoridades de segurança. Só entre o último domingo e segunda-feira, três pessoas tiveram bicicletas e celulares roubados e uma das vítimas chegou a ser esfaqueada. Os crimes, entretanto, não são novidade no local, que há meses vem sendo alvo de bandidos.

Imagem ilustrativa da imagem Quadrilha de assaltantes assusta ciclistas em Arapongas

No domingo, os assaltos aconteceram às 17h25 e 22 horas, em trecho próximo ao Terminal Rodoviário. Na segunda-feira, novamente outro crime foi registrado no mesmo local, às 17 horas. Com base no relato das vítimas, a PM apurou que os bandidos agem em grupo formado por quatro rapazes. Eles chegam todos ocupando apenas uma bicicleta e surpreendem vítimas na ciclofaixa. Além dos pertences, os bandidos levam também as bicicletas das vítimas.

Quem usa a ciclovia pede mais segurança. "Fiquei com medo porque passo pelo local todos os dias. Agora estou tomando mais cuidado", conta o auxiliar geral, Vradmir Benetti, 51 anos.

Benetti destaca que os crimes sempre acontecem no fim da tarde e à noite. "Acho que o policiamento está muito fraco nessa região nesses horários. Os guardas municipais e a polícia deviam patrulhar a ciclovia de moto nesses horários", opina.

O comerciante Carlos Alberto de Almeida, 55 anos, diz que usa a bicicleta para tudo. "Para ir ao trabalho, ao mercado, ao banco. Uso pra tudo". Na opinião dele, como a cidade está sendo modificada, com novas áreas específicas para o tráfego de bicicletas, há necessidade de intensificar o patrulhamento de modo a oferecer mais segurança aos adeptos das pedaladas.

"Estão incentivando o uso da bicicleta por ser mais saudável e um meio de transporte econômico e sustentável, mas a bicicleta é muito vulnerável. Então o ciclista tem que ter segurança para sair às ruas, porque, se os assaltos continuarem, as pessoas vão ficar com medo", opina.