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Quatro edifícios são construídos por ano em Arapongas

Aline Andrade

| Edição de 28 de maio de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Quem vive em Arapongas percebe que a aparência da cidade está mudando. Olhando para o horizonte, a paisagem se mistura com a silhueta de diversos edifícios que estão sendo levantados com cada vez mais frequência e em tempo recorde. De acordo com dados levantados pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA-PR), nos últimos cinco anos, foram registrados 23 novos edifícios. Nesta conta, entram apenas os grandes empreendimentos, deixando de fora construções menores como prédios do programa Minha Casa Minha Vida. De 2014 a 2019, o município ganhou, em média, quatro grandes edifícios por ano.

Imagem ilustrativa da imagem Quatro edifícios são construídos por  ano em Arapongas


De acordo com o engenheiro da Regional do CREA de Apucarana, Murilo Granado, este número de construções pode ser ainda maior. “As ARTs (Anotações de Responsabilidade Técnica) normalmente são feitas no início das atividades, portanto muito provavelmente outros edifícios foram executados neste período e não estão contemplados na contagem, visto que a ART foi anotada no início da execução ou até mesmo quando da elaboração dos projetos para solicitação de alvará de construção”, explica.
Para Granado, o crescimento da verticalização é bom pois valoriza a cidade, aproxima a população dos centros urbanos e reduz a necessidade de urbanização de novas áreas para uma ocupação horizontal da cidade. Mas também exige maiores investimentos em infraestrutura e mobilidade urbana. “As cidades mais desenvolvidas sempre são as mais verticalizadas, devido ao elevado valor que a terra passa a ter, mas a necessidade da população se aproximar dos locais onde trabalham pode ocasionar problemas nos deslocamentos, gerando necessidade de um transporte coletivo mais eficiente e melhor engenharia de trafego”, observa.
Engenheiro civil e dono de uma grande construtora da região instalada desde 2006 na cidade, Luiz Antônio Rodrigues afirma que o mercado das grandes construções esteve estagnado em Arapongas até meados de 2006. A partir daí o crescimento voltou a acontecer. “Grandes empreendimentos começaram a ser levantados e outras construções foram retomadas entre 2007 e 2008, o que começou a dar uma nova cara para a cidade”, afirma. De acordo com ele, hoje Arapongas está acima da média regional em construções de edifícios, comparando com cidades do mesmo porte. 
Para o gerente de Desenvolvimento Urbano da Secretaria de Obras de Arapongas, Israel Biason Filho, o crescimento da verticalização nos últimos anos tem seus lados positivos e negativos. Ele explica que estes grandes empreendimentos, ao mesmo tempo que otimizam a infraestrutura existente, sobrecarregam em parte o sistema viário que já é difícil no centro da cidade, concentrando veículos nos horários de pico. Mas acredita que o aumento destas construções gera crescimento econômico para a cidade.
“A verticalização tem um pouco desse estigma, que significa desenvolvimento, mas acredito que isso é relativo. Ao mesmo tempo que demonstra poder econômico de uma classe, mostra a concentração de renda, mas creio que ajuda no crescimento econômico pois cria empregos e geração de renda” ponderou.