Quatro suspeitos de matar um trabalhador após assalto em uma casa no Parque das Araucárias foram detidos ontem de manhã em operação conjunta das polícias Militar e Civil de Apucarana no Núcleo Habitacional Marcos Freire. Conduzidos para a 17ª Subdivisão Policial (SDP), eles foram reconhecidos ontem à tarde tanto pelas vítimas do assalto quanto pelas demais testemunhas do latrocínio. Entre os suspeitos estão dois adolescentes de 17 anos. Um deles já responde por uma tentativa de homicídio ocorrida em fevereiro. Todos negam qualquer participação no crime.
Aparecido Rufino da Silva, de 47 anos, foi atingido por disparos de arma de fogo, por volta das 14 horas de anteontem, quando tentava ajudar duas moradoras vítimas de assalto. Ele estava trabalhando numa fábrica ao lado quando ouviu o pedido de socorro das vítimas e saiu para ajudar, porém acabou se deparando com quatro rapazes armados com revólveres, que atiraram em sua direção e de colegas de trabalho, que também haviam saído para verificar o que estava ocorrendo. Silva foi baleado, recebeu socorro da equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu ainda no local do crime. O filho de Silva, que trabalhava na mesma empresa junto com o pai, presenciou toda a cena do crime.
O delegado-chefe da 17ª SDP de Apucarana, José Aparecido Jacovós, observa que anteontem à tarde quatro jovens haviam sido presos no Residencial Cidade Educação durante patrulhamento da Polícia Militar. Na situação, a equipe suspeitou dos jovens porque, assim que avistaram a viatura, saíram correndo e entraram em uma residência. “Vítimas e testemunhas vieram até a delegacia para fazer o reconhecimento. Porém, ao verem os presos, não reconheceram nenhum deles como autores do assalto”, afirma. Com isso, os suspeitos foram liberados durante à noite.
Porém, segundo o delegado, ao longo da noite de anteontem e da madrugada de ontem várias denúncias começaram a chegar à polícia. “Recebemos várias ligações anônimas apontando quem seriam os verdadeiros autores. Hoje (ontem) de manhã, uma equipe da Polícia Civil, acompanhada da Polícia Militar, foi até os locais indicados e efetuou as prisões e detenções dos suspeitos”, comenta. Na casa de um dos detidos, foi encontrado o cordão de ouro levado durante o assalto.
De acordo com Jacovós, além do reconhecimento de vítimas e testemunhas, as roupas usadas no assalto também foram reconhecidas. Ele destaca que todos os envolvidos têm uma extensa ficha criminal. “Um dos adolescentes apreendidos, por exemplo, no dia 17 de fevereiro, atirou contra uma vítima que o denunciou para a polícia após ter a casa furtada”, cita.
A polícia preferiu não apresentar os suspeitos ontem porque a investigação ainda está em andamento.
O delegado destaca o empenha da Polícia Civil e da Polícia Militar para solucionar esse crime, assim como o latrocínio da Vila Reis. “As duas investigações estão em andamento e, em breve, vamos chegar ao autor do crime também da Vila Reis”, ressalta.
No caso da Vila Reis, o caseiro Paulo Neves de Souza, de 38 anos, foi assassinado, após trocar tiros com assaltantes, que invadiram a chácara onde trabalhava. Os crimes ocorreram num intervalo de menos de 24 horas.
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