Inaugurado há pouco mais de 30 dias no aterro sanitário de Ivaiporã, o centro de triagem e compostagem já gera resultados positivos. A Cooperativa de Materiais Recicláveis de Ivaiporã (Copemari), que passou a trabalhar no local, quase dobrou o número de associados passando de 12 para 23 recicladores. A expectativa para os próximos dias é abrir pelo menos mais 15 vagas.
Conforme o secretário municipal de meio ambiente, Jayme Ayres, com a inauguração do centro de triagem aumenta a possibilidade de geração de novos empregos e mais renda para os cooperados. “Nós temos hoje duas unidades fazendo a coleta seletiva, o que vai aumentar é a triagem, porque o material que não foi separado nas casas será separado aqui. Também pretendemos ampliar a coleta seletiva de 3 toneladas diárias para 6 toneladas. até o final do ano”, relata Ayres.
No local, também estará sendo instalada nos próximos dias, uma mesa de triagem para os resíduos que não são separados nos domicílios. “Nessa nova mesa vamos separar o material domiciliar que será prensado. O material orgânico desse mesmo lixo vai para compostagem para virar adubo. Com isso, teremos um ganho ambiental, reduzindo em 80% o volume de lixo que era direcionado para trincheiras”, explica Ayres. Hoje o município coleta diariamente cerca de 20 toneladas de lixo domiciliar.
A presidente da cooperativa, Rosenei Aparecida de Souza, está confiante no crescimento da Copemari. “Hoje temos espaço e ambiente para desenvolver a cooperativa”. Ela acredita que com a inauguração do centro de triagem, os cooperados que tinham um rendimento médio de aproximadamente R$ 600 por mês, dobrem o ganho até o final do ano.
Maura Vanessa dos Santos, que ficou desempregada no início do ano viu na cooperativa, a chance de iniciar uma nova vida e se associou há pouco mais de 30 dias. “O ambiente entre os cooperados é muito bom. Acredito que a partir de agora a tendência é que a cooperativa cresça e quero crescer junto”.
A cooperada Marlene Vidal é uma das pioneiras da Copemari, ela também está confiante no crescimento da cooperativa. “O rendimento até agora não era muito, mas dava para sobreviver. Estamos confiantes com a triagem da coleta domiciliar e com a usina de compostagem. Acredito que a renda de cada cooperado a partir de agora será bem melhor”, completa Marlene.
Compostagem será implantada
Uma das formas de aumentar a vida útil dos aterros sanitários é a compostagem do lixo domiciliar. O secretário Meio Ambiente de Ivaiporã, Jayme Ayres explica que a compostagem é um processo de decomposição biológica da matéria orgânica presente no lixo, por meio da ação de micro-organismos existentes nos resíduos.
Para a realização desse processo o lixo será transportado para a Copemari, onde os cooperados realizarão a separação manual de plásticos, papéis, tecidos, vidros e metais. Esses materiais serão vendidos para indústrias de reciclagem ou oficinas de reutilização.
O resíduo orgânico restante segue para a câmara de fermentação aeróbica. “Depois da fermentação, a mistura é peneirada. Os pedaços maiores (pedras, galhos) ficam retidos e levados para o aterro sanitário”. A porção que passa pela peneira é o composto orgânico cru (adubo). Depois, de 60 dias, o adubo poderá ser usado na cafeicultura, fruticultura e jardins.