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Região criou mais de 3,2 mil empregos formais neste ano

Cindy Santos

| Edição de 27 de outubro de 2022 | Atualizado em 27 de outubro de 2022
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Mais de 3,2 mil empregos com carteira assinada foram criados pela economia regional, entre janeiro a setembro deste ano. Os dados, divulgados na quarta-feira pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Previdência, mostram que a maior parte dos postos de trabalho foi gerada pelo setor de serviços (1.690), seguido pelo comércio (515), indústria (446), agropecuária (322) e construção civil (281). Foram 42.319 admissões e 39.065 desligamentos nos 29 municípios pesquisados que juntos somam 102.849 trabalhadores com carteira assinada. 

O maior saldo da região é de Apucarana que acumula 805 postos de trabalho formal. Novamente o setor de serviços resultou em um número maior de contratações. Neste ano o setor foi responsável por 414 postos de trabalho. A indústria (262), construção civil (85), comércio (23) e agropecuária (21) também colaboraram com a geração de emprego no município. 

Arapongas totaliza 556 postos de trabalho entre janeiro e setembro, a maior parte também no setor de serviços (372) e construção (278) e comércio (113). A indústria, entretanto, perdeu 178 postos de trabalho no período. 

O terceiro melhor saldo da região pertence a Jandaia do Sul, com 417 postos de emprego formal. O bom desempenho do município se deve as contratações na indústria que somou 249 postos de trabalho, segunda pelo setor de serviços (90) e comércio (86)

          SETEMBRO

A empregabilidade não apresentou um bom desempenho em setembro. Conforme o Caged, os 29 municípios da região fecharam o mês com saldo de 297 postos de trabalho. No comparativo mensal, a geração de empregos formais na região não apresenta crescimento desde maio quando fechou com 609 postos de trabalho. Em relação a setembro do ano passado houve queda de 41%. 

Arapongas foi o município com o maior saldo de empregos registrado em setembro 157, a maior parte gerados na indústria que criou 111 postos de trabalho, seguida pela construção civil (41) e pelo setor de serviços (12)

 Apucarana criou apenas dois postos de trabalho com carteira assinada. O setor que mais empregou foi o de serviços com 86, em contrapartida, o que mais demitiu foi a indústria que extinguiu 78 postos de trabalho assim como o comércio que perdeu 23 postos de trabalho. 

O economista Rogério Ribeiro, professor da Universidade Estadual do Paraná (Unespar), explica que ano passado a região estava no auge da retomada e o volume de contratações foi maior. O fator eleição, segundo ele, também influencia os números. “Embora exista expectativa de crescimento para 2022, no período que antecedeu o primeiro turno das eleições tivemos muitas incertezas por parte dos agentes econômicos e é natural que tenhamos esta retração. Acredito que para novembro, passado o efeito da eleição, o mercado de trabalho volte a ter a tendência de elevação”, acredita.

Paraná tem saldo de 12,9 mil vagas em setembro

No Paraná, com os 12.920 empregos gerados em setembro, o Estado acumula um saldo positivo de 136.816 vagas em 2022. Nos resultados por setor, o recorte serviços também pe destaque e aparece na frente com o saldo positivo de 5.515 empregos formais, seguido do comércio, com 3.887, indústria, com 2.374, construção civil, com 1.047, e agropecuária, com 97 em setembro. Nenhum setor registrou saldo negativo neste mês. 

“Já podemos perceber o setor produtivo se preparando para o fim de ano, quando a atividade econômica recebe um forte impulsionamento das festas, férias escolares e o pagamento do 13º. Pensando nisso, o Governo do Estado está realizando diversos mutirões, inclusive com vagas de trabalho temporárias, e investindo forte na qualificação profissional da mão de obra”, destacou o secretário de Justiça, Família e Trabalho, Rogério Carboni.

A grande maioria das cidades paranaenses está com saldo positivo na geração de empregos no ano. Dos 399 municípios, 338 (85%) têm saldo positivo no mercado de trabalho de 2022.