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Região de Apucarana fecha 2017 sem casos de mortalidade materna

Renan Vallim

| Edição de 15 de fevereiro de 2018 | Atualizado em 15 de fevereiro de 2018

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Os 17 municípios pertencentes à 16ª Regional de Apucarana (RS) fecharam o ano de 2017 sem registrar nenhum caso de mortalidade materna. De acordo com a chefia do órgão, o índice zero é inédito nos últimos 5 anos. Um dos principais motivos para a redução foi a adoção de um sistema de classificação das gestantes, implantado dentro do programa Mãe Paranaense, do Governo Estadual. No Paraná, a mortalidade materna alcançou a menor taxa ano ano passado, com 34 mortes para cada 100 mil nascidos vivos.

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Em 2016 foram contabilizadas apenas duas mortes maternas na região: uma em Apucarana e outra em Arapongas, totalizando um índice de 40,4. Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e foram compilados pela 16ª RS de Apucarana. 
O índice zero de mortalidade materna foi alcançado na região pela última vez em 2012. A chefe do órgão local, Clara Ilza Lemes de Oliveira, comemorou o resultado, mas também fez uma ressalva. “Não ter nenhum caso registrado ao longo de todo o ano é uma conquista muito importante para nós, coroando um trabalho incessante das equipes e que já havia mostrado frutos no ano anterior. No entanto, é preciso ter em mente que não termos óbitos gestacionais é uma obrigação nossa e que, por isso, vamos trabalhar ainda mais para mantermos esta situação”, destaca.
Segundo ela, os protocolos estabelecidos pela Rede Mãe Paranaense de atendimento às gestantes têm impacto direto na nulidade de casos. “Estes números mostram o sucesso do programa. Através dele, recebemos investimentos e treinamos as equipes que têm contato direto com as gestantes. Elas passaram a classificar as gestações como de risco alto, intermediário e baixo. Com isto, aumentamos a eficiência dos atendimentos”, destaca.
Clara aponta que todos os procedimentos tomam como base a classificação das futuras mães. “Todas as gestantes de alto risco recebem um acompanhamento especializado que vai até o momento do parto. Enquanto que as grávidas de baixo risco podem dar à luz em hospitais de menor porte, bebês de alto risco nascem apenas em hospitais melhor estruturados, o que aumenta a garantia de saúde de mãe e filho”.

PARANÁ
Em 2010, a taxa de mortalidade materna no Estado era de 65,11 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos, índice que caiu para 34 em 2017, queda de 47,2%. A Rede Mãe Paranaense organiza o atendimento materno-infantil, desde o pré-natal, o pós-parto e o acompanhamento do crescimento das crianças, principalmente durante os primeiros anos de vida.
A Rede está presente nos 399 municípios do Paraná e, atualmente, é responsável pelo atendimento de cerca de 80% das gestantes paranaenses, que recebem pelo menos sete consultas e 23 exames.