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Região já registra 7 mortes por gripe

Vanuza Borges

| Edição de 02 de julho de 2016 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Mais dois casos suspeitos de morte provocadas pelo vírus da gripe foram confirmados ontem pela 16ª Regional de Saúde (RS), de Apucarana. As vítimas são uma mulher, de 59 anos, de Mato Grosso, que estava a passeio em Arapongas, e um homem, de 58 anos, residente em Califórnia. Ao todo, desde o início do ano, são sete óbitos confirmados, sendo cinco positivos para H1N1, versão mais severa do vírus, e dois de Influenza A. Uma morte suspeita é investigada em Cambira.

Segundo a chefe do departamento epidemiológico, da 16ª RS, Cacilda do Prado, a vítima investigada é uma idosa, de 72 anos, que faleceu no dia 27 de junho. “A vítima tinha uma histórico de doenças crônicas, inclusive, diabetes”, relata.

Cacilda comenta ainda que as vítimas, tanto a de Arapongas quanto a de Califórnia, também tinha um histórico de doenças crônicas. Nas duas situações, os pacientes eram hipertensos. Doentes crônicos são as principais vítimas da doença e, por isso, fazem parte do grupo de risco e prioritário na vacinação.

Já quanto as notificações, de acordo com a chefe do departamento de epidemiologia, são 100 casos. Destes, 13 foram confirmados para H1N1, 14 para outros vírus e 48 descartados. Outras 25 situações ainda aguardam laudo do Laboratório Central (Lacen).

MAIS 800 CASOS

De acordo com o último boletim da gripe divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde, o Paraná (Sesa), desde o início do ano, já confirmou 807 casos de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) por Influenza, o que corresponde a pacientes necessitaram de internação.

Ainda, segundo o boletim, do total de confirmações, 751 são de H1N1, ou seja, 93,1% dos casos. A 2ª Regional de Saúde (Metropolitana de Curitiba) é a com maior número de situações no Paraná, seguida da 15ª (Maringá), com 24,9% (187 casos) e 19% (143 casos), respectivamente.

Já casos de mortes por gripe chegaram a 136, distribuídas por 19 Regionais de Saúde, sendo 125 de H1N1, o que corresponde a 91% dos casos. Curitiba também concentra o maior número de óbitos causados pela doença, com 18 situações. Do total de mortes por gripe no Estado, 34,6% (47 casos) estão relacionadas a pessoas com mais de 60 anos.

A orientação da Sesa para evitar a proliferação do vírus é higienizar as mãos com água e sabão ou álcool 70% e manter os ambientes arejados. Além disso, em casos de gripe, a recomendação é que procure um médico o quanto antes, para receber o tratamento adequado.

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