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Região se prepara para colher 1,5 mi de toneladas de soja

Renan Vallim e Ivan Maldonado

| Edição de 16 de fevereiro de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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A safra de soja 2017/2018 deve bater novo recorde na região. De acordo com a expectativa dos Núcleos Regionais de Apucarana e Ivaiporã da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento (Seab), a colheita pode chegar a quase 1,5 milhão de toneladas, se equiparando à da temporada passada. Atualmente, a maior parte das lavouras está se desenvolvendo bem, encontrando-se em fase de frutificação.

Imagem ilustrativa da imagem Região se prepara para colher 1,5 mi de toneladas de soja


Na região de Apucarana, composta por 13 municípios, a expectativa é de que sejam colhidas até 465,5 mil toneladas de soja. O volume é maior do que o da safra anterior, que foi de 450,3 mil toneladas. Cerca de 70% dos 125,8 mil hectares plantados na região está em fase de frutificação. O restante está em estágio de floração. A Seab espera uma produtividade de até 3,7 toneladas por hectare.
Na safra passada, a produtividade também ficou em 3,7 toneladas por hectare. A área plantada foi de aproximadamente 121 mil hectares. A produção final, de 450,3 mil toneladas, ficou acima das expectativas da Seab, que eram de até 435,4 mil toneladas.
O Departamento de Economia Rural (Deral) de Ivaiporã, ligado ao escritório regional da Seab, prevê boa colheita na área de 292,5 mil hectares, podendo atingir quase 1 milhão de toneladas. Atualmente 40% da área plantada com o grão se encontram em fase de frutificação e 60% em fase de granação. A previsão para o início da colheita é em no máximo 20 dias.
A expectativa dos produtores é superar a média da temporada passada, de 3,7 mil quilos por hectare. Na safra passada, os produtores colheram, nos 22 municípios da regional, pouco mais de 1 milhão de toneladas, em área de 290 mil hectares. 
Segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Randolfo Oliveira, apesar de o início do plantio ter sido atrasado por conta de uma estiagem na região que durou 40 dias, não há nenhuma anomalia nas lavouras que prejudique as previsões de produtividade. 
“Até este momento, de maneira geral, a soja está muito boa, bem controlada de praga e doenças, muito bem desenvolvida. Se as condições de colheita forem tão boas quanto na safra de 2017, a produtividade pode ser maior”, comenta.
Ainda segundo Oliveira, um fator determinante para a boa produção da soja na região, além do clima, têm sido os investimentos em tecnologia. “Os produtores vêm se modernizando cada vez mais, estão investindo em agricultura de precisão, na inoculação, na adubação. A tendência é continuar aumentando a produtividade”, enfatiza.
O ânimo dos produtores só não é maior por conta do mercado que vem oscilando muito nas últimas semanas, entre R$ 60 a R$ 66 a saca de 60 quilos. 
O produtor rural de Lunardelli, Leôncio José da Silva Goes, lembra que, na safra anterior, comercializou o grão a R$ 70. “Quando a colheita realmente começar, com o aumento da oferta a tendência é cair mais ainda”, reclama.