O número de médicos no Paraná praticamente dobrou nos últimos 18 anos, aponta o estudo Demografia Médica 2018. No mesmo período, a população do estado cresceu 18,38%. A pesquisa foi desenvolvida pelo curso de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Na região, segundo o Conselho Regional de Medicina (CRM), existem 552 médicos cadastrados no órgão, resultando em uma média de seis médicos para cada 5 mil habitantes.
Com uma população de 11,3 milhões de pessoas, o Paraná contava em janeiro deste ano com 23.661 médicos, o que resulta numa proporção de 2,1 profissionais por mil habitantes. Há 18 anos, quando a população do estado somava 9,6 milhões de pessoas, haviam 12.356 profissionais, com 1,3 médicos por mil habitantes.
São 67,7% de especialistas para 32,3% generalistas, o que dá uma razão de 2,10 especialistas para cada generalista. Os homens são 59,4% dos profissionais e as mulheres, 40,6%. A idade média dos profissionais é de 44,1 anos, com um tempo de formação médio de 18,4 anos. A maioria dos médicos (58,9%) tem até 44 anos.
Para uma população de 207,7 milhões de pessoas, o Brasil tem hoje 452,8 mil médicos, o que corresponde a 2,18 médicos por mil habitantes. Os homens são maioria nessa profissão, 55,1%, enquanto as mulheres são 44,9%. Em 2010, data de realização da primeira demografia médica, as mulheres eram 41% do conjunto de profissionais.
Na região, Apucarana concentra o maior número de profissionais, com 191 médicos ativos, de acordo com cadastro do CRM. De acordo com a população estimada para 2017 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a média é de 1,4 médico a cada 1 mil habitantes.
Em Arapongas, a média é de 1,6 profissional a cada 1 mil habitantes. A cidade tem 186 profissionais, segundo o CRM. No entanto, a maior média da região é de Ivaiporã: 2,2. O município tem 73 médicos. É importante ressaltar que os médicos registrados não atuam necessariamente apenas nas cidades de registro. Da mesma forma, não significa necessariamente que cidades sem registro de médicos tenham ausência deste profissional.
Presidente da Associação Médica de Apucarana, Elton Guerios ressalta que o crescimento no número de profissionais, infelizmente, não se reflete diretamente na melhoria dos serviços prestados. “Observamos que os índices de Saúde não mudaram significativamente no estado, apesar do número de médicos ter praticamente dobrado nos últimos anos. Ainda há filas para atendimento, postos de saúde lotados, falta de leitos de UTI, entre outros problemas”.
Ele afirma que a falta de profissionais não é o principal problema. “Saúde não é apenas formar médicos. É preciso investimento em estrutura, boas condições de trabalho, remuneração decente, entre outras coisas, que visam garantir que os profissionais produzam boa medicina”, afirma.