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Renovação de CNH fica 170% mais cara com exame toxicológico

Renan Vallim

| Edição de 08 de março de 2016 | Atualizado em 02 de dezembro de 2016

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Foram definidos os parâmetros para a realização do teste toxicológico obrigatório para obtenção e renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias C, D e E. O procedimento, que custa a partir de R$ 300, encarece em 171% a renovação do documento. Na região, o teste pode ser feito em estabelecimentos de Apucarana, Arapongas e Ivaiporã, que já começaram a ser procurados, sobretudo por empresas de transportes.

Imagem ilustrativa da imagem Renovação de CNH fica 170% mais cara com exame toxicológico

Em média, a renovação para as categorias em questão custa R$ 175. Com o acréscimo do exame, o valor total ficará em pelo menos R$ 475, um aumento de 171,4%. Já a obtenção da CNH custa em média R$ 1.150. Com o exame, esse valor aumenta em 26%, chegando a R$ 1.450.

De acordo com Danilo Bueno, responsável técnico de um laboratório de Apucarana, a expectativa é por um aumento considerável na demanda por esse tipo de exame. “Anteriormente, o exame toxicológico só era exigido para concursos específicos. Nós só fazíamos um a cada três meses, mais ou menos. Agora, o panorama deverá ser completamente diferente, com uma procura muito maior. Só na manhã de hoje [ontem], cinco empresas de transporte nos ligaram perguntando sobre o teste”, diz.

Hoje, o teste precisa ser agendado devido à baixa procura. Mas o laboratório planeja modificar esse sistema. “Estamos estudando como faremos essa mudança, já que a procura deve aumentar”, avalia.

Em Arapongas, a situação não é diferente. De acordo com Natasha Fernandes, funcionária de um laboratório da cidade, o resultado do teste demora em torno de 15 dias úteis para ser entregue. “As amostras do paciente são coletadas aqui e enviadas para São Paulo. Lá elas são testadas e então o resultado é enviado de volta para cá”, explica ela.

Essa logística complicada acontece porque apenas seis laboratórios estão credenciados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) em todo o Brasil para realizar os testes. Assim, outros laboratórios, como os de Apucarana e Arapongas, funcionam como postos de coleta. Com isso, o valor do procedimento sobe.