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Residência Inclusiva atende deficientes vítimas de violência

Renan Vallim

| Edição de 07 de agosto de 2018 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Apucarana é uma das seis cidades do Paraná que contam com uma Residência Inclusiva. O local, administrado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, recebe jovens e adultos com deficiência, que estão em situação de risco social e sem vínculo familiar. Hoje, duas mulheres são atendidas na unidade do município por uma equipe multidisciplinar, que busca resgatar os vínculos com familiares e incentivar a independência delas.

Imagem ilustrativa da imagem Residência Inclusiva atende deficientes vítimas de violência

A Residência Inclusiva é um projeto do Governo Federal, cofinanciado pelos estados e municípios, voltado para deficientes entre 18 e 59 anos. No Paraná, também há unidades em Foz do Iguaçu, Toledo, Ponta Grossa e duas em Cascavel. A cidade de Irati também tem duas Residências Inclusivas, as únicas do Paraná com abrangência regional.
Ana Paula Nazarko, secretária de Assistência Social de Apucarana, explica que a Residência Inclusiva é o último recurso de proteção para a população a quem ela se destina. “São pessoas com deficiência, que não têm total autonomia e, por isso, precisam de cuidados. Eles tiveram o rompimento de vínculos familiares, como direitos violados, violência física, psicológica e até sexual, negligência, entre outras ações”.
Segundo ela, a unidade local existe desde março de 2015 e tem capacidade máxima para 10 pessoas. Não há nada que diferencie a Residência Inclusiva de outras casas, a não ser pelos móveis e estruturas adaptados às necessidades dos moradores. “A ideia é que ela se passe realmente por uma residência comum, até mesmo para os vizinhos. Isso ajuda a incentivar a independência e a convivência em sociedade dos moradores. Eles estudam, vão à academia, passeiam, tudo o que qualquer um faz”, ressalta Ana Paula.
As pessoas com deficiência que ocupam a moradia são auxiliadas por cuidadores, educadores, oficineiros, assistentes sociais, segurança e motorista. “Paralelo a várias atividades que desenvolvemos junto a eles, buscamos reatar laços junto a familiares, que não sejam aqueles que provocaram a violência. Reaproximar a família é muito importante”, diz a secretária. (RENAN VALLIM)