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Robótica une pais e filhos em Arapongas

SÍLVIA VILARINHO APUCARANA

| Edição de 10 de agosto de 2019 | Atualizado em 25 de janeiro de 2022

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Um projeto para envolver toda a família, essa era a intenção das professoras do curso de robótica da Escola Municipal Desembargador Clotário Portugal de Arapongas, ao propor para os alunos um trabalho de casa diferente. A tarefa era junto com  o pais, tinham que criar um robô.

Marcelo Augusto Persch, pai do Lorenzo Henrique de 10 anos, contou que quando o filho chegou em casa falando sobre o trabalho, ficou apreensivo. “Fiquei preocupado, e pensei como assim, um robô? Mas fui aprendendo com o meu filho, pesquisamos juntos e foi um momento muito prazeroso. As vezes por causa da nossa rotina, não percebemos o quanto essa união entre pai, filho e escola é importante”, disse Marcelo.
Enzo contou que usou materiais recicláveis para montar um robô, que até andou pela Escola. “Eu usei dois discos e cd’s antigos como rodas. Montei meu robô com a ajuda do meu pai. Quando ele andou, nossa, nem acreditei que conseguiria. Depois que comecei a participar das aulas, fiquei muito mais curioso e ensinei meu pai, foi ótimo”, detalha Lorenzo. 
Outra mãe que levou um susto com o trabalho de casa da filha, foi Lúcia Maria de Oliveira, mas o que gerou preocupação depois se transformou em diversão. “Eu fiquei preocupada, pensando se realmente iriamos conseguir criar algo, mas fomos juntas decidindo, escolhendo os materiais. Não imaginava que iria conseguir, mas esse trabalho desenvolveu até a criatividade da gente, e amamos o resultado final. Além disso, passamos ainda mais tempos juntas”, comenta.
A filha dela, Eliza Maria de Oliveira Nonis, 9 anos, criou um robô que ganhou até nome, Larissa, que recebeu brilho, cor e carrinhos de brinquedo em baixo da maquete, para que pudesse andar. “Meu robô é uma menina, que eu chamo de Larissa. Usei tampinhas, fiz os braços e nos pés, coloquei carrinhos de brinquedo para que pudesse andar. Eu e minha mãe pintamos juntas e foi muito divertido”, conta a estudante. 
Outro aluno que abusou da criatividade foi Lucas Miguel dos Santos, de 9 anos. Ele e o pai usaram até seringas, para imitar e dar vida aos braços do robô. “Meu pai me ajudou. Fizemos juntos o trabalho, foi muito bom esse tempo com ele e o melhor foi poder criar meu próprio robô”. 
As professoras responsáveis pelo projeto, Rosilene Martins e Valéria Baganha, explicaram que antes do período das férias escolares foi sugerido aos alunos o trabalho para fazer em casa com os pais. Os robôs foram colocados ontem em exposição  na escola aberta aos familiares. 
“Ensinamos que toda tecnologia é importante para o dia a dia, que através da curiosidade  muitos cientistas chegaram às descobertas que hoje não vivemos sem. Por isso lançamos a proposta, para despertar a curiosidade e imaginação dos alunos, além disso unir família, escola e aluno”, detalha Rosilene.
 Segundo as professoras, o trabalho teve 90% de adesão dos alunos. Foram aproximadamente 100 projetos apresentados durante a exposição.  “Tivemos uma aceitação incrível, praticamente todos os alunos do curso de robótica fizeram o dever de casa. Arapongas está de parabéns por implantar essa disciplina que desenvolve diversas habilidades nas crianças. Elas amam as aulas, aprendem em trabalhar em grupo. A robótica está se transformando na aula preferida deles”, relata Valéria. 
As aulas de robótica tiveram início em maio de 2018, beneficiando cerca de 6 mil alunos do 1º ao 5º ano. Os professores são periodicamente capacitados, através de cursos ministrados pela empresa responsável pelo fornecimento do material prático e pedagógico.